‘Hacker’ Rui Pinto vai ser extraditado para Portugal

O ‘hacker’ Rui Pinto, denunciante do Football Leaks, vai ser transferido da cadeia húngara para Portugal. A decisão foi tomada na quinta-feira pelas autoridades judiciais húngaras, que indeferiram o recurso da defesa pedindo para que ficasse em solo húngaro. A ordem de extradição não admite recurso e a Polícia Judiciária tem agora 10 dias para operacionalizar o regresso.
Há pouco mais de uma semana, Rui Pinto recorreu da extradição, dizendo tratar-se de um caso de “vida ou de morte”.
“Isto é uma questão de vida ou de morte e peço que não me envie para Portugal. Infelizmente não posso confiar nas autoridades portuguesas. Já deram provas de que, em casos relacionados com o futebol, são completamente parciais”, apelou Rui Pinto à juíza do Tribunal Metropolitano de Budapeste para evitar a extradição. A juíza considerou que Portugal é um país da União Europeia suficientemente seguro para cuidar dos seus arguidos.
Na base do mandado de detenção estão o acesso aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento ‘Doyen Sports’ e posterior divulgação de documentos confidenciais, como contratos de jogadores do Sporting e do então treinador Jorge Jesus, assim como de contratos celebrados entre a ‘Doyen’ e vários clubes de futebol.
Rui Pinto está indiciado de seis crimes: dois de acesso ilegítimo, dois de violação de segredo, um de ofensa a pessoa coletiva e outro de extorsão na forma tentada.






