Cultura

Mbanza Congo reconhecida como Património da Humanidade pela UNESCO

mbanza kongo

A cidade secular de Mbanza Congo, em Angola, capital do antigo Reino do Congo, foi reconhecida, a 8 de julho, como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, depois do voto unânime dos membros do Comité que estiveram reunidos de 2 a 14 de junho em Cracóvia, informa o Jornal de Angola.

O Reino do Kongo foi fundado no século XIII e a cidade de Mbanza Kongo foi a sua capital, sendo ao mesmo tempo o centro político, económico, social e cultural, sede do rei e da sua corte. No século XVII, Mbanza Kongo era já a maior vila da costa Ocidental da África Central, com uma densidade populacional de 40 mil habitantes nativos e quatro mil europeus. Com o seu declínio, a cidade que se encontrava no centro do reino em plena “idade de ouro”, transformou-se numa vila mística e espiritual do grupo etnolinguístico kikongo e albergou as Repúblicas de Angola, Democrática do Congo, Congo Brazzaville e Gabão, explica o Jornal de Angola.

Mbanza Kongo tem uma superfície de mais de 7 mil quilómetros quadrados e é limitado, a norte, pelo município do Kuimba e pela República Democrática do Cogo, a sul e a este pela província do Uíge e a oeste pelos municípios do Tomboco e Nóqui. Nesta cidade encontra-se ainda a igreja católica mais antiga da África Subsaariana, a Catedral de São Salvador do Congo, denominada localmente de “Nkulumbimbi”.

O dossier de candidatura deu entrada na UNESCO em 2015, num projeto onde estiveram envolvidos o Governo angolano, o Ministério da Cultura, o Instituto Nacional do Património e o embaixador de Angola na UNESCO, Sita José.

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