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A mesa do Domingo de Páscoa. Onde se pode comer o melhor cabrito em Portugal?

cabrito

Se a tradição religiosa da Páscoa coloca forte ênfase no jejum, o Alentejo encarrega-se de celebrar o fim da Quaresma com um prato forte da gastronomia nacional. O hábito varia de acordo com a região, mas no Domingo de Páscoa o cabrito e o borrego são os principais alimentos da mesa alentejana, enquanto a Norte come-se a chanfana ou a bola de carne. Mas, afinal de onde veio este costume e onde é que se come o melhor borrego em Portugal?

Depois do austero período de reflexão da Quaresma, durante o qual se evita comer carne à sexta-feira, o Domingo de Páscoa é o momento em que os católicos celebram a ressureição de Cristo e podem voltar a comer carne novamente. Como o cordeiro está simbolicamente ligado ao sacrifício de Jesus, tornou-se prato tradicional numa série de regiões e aparece de norte a sul de Portugal confecionado com algumas variações locais.

Apesar de bem distintos, o cabrito e o borrego são usados nas mesmas receitas desde o tempo dos romanos, sendo que o borrego é um cordeiro mais velho, e que seria o mais adequado para cumprir a tradição. O cabrito tem uma carne mais escura e rija mas com menos gordura. As batatas assadas acompanham bem as duas carnes.

No Alentejo, em Marvão, a localidade recebe a XIª Quinzena Gastronómica do Cabrito e do Borrego a partir da primeira semana de Abril. Neste município, o Cabrito e o Borrego assumem um papel primordial na cozinha típica da época e é com base na tradição que os restaurantes aderentes apresentam os seus menus, como por exemplo costeletas de borrego com molho de hortelã, cabrito de cachafrito, chanfana de cabrito, perna de borrego leital com castanhas e cebolinhas, ensopado de borrego na caçarola, borrego assado no forno, ou as tradicionais sopas de sarapatel.

A norte de Portugal, mudam os pormenores e a apresentação, mas mantém-se a certeza de continuarmos a encontrar grandes mestres da confeção do cabrito e do borrego. Na Guarda, o Robalo é considerado um dos melhores cabritos na técnica “panela ao lume”, na qual se cozinha a carne lentamente em fogo a lenha. Para além deste prato, as especialidades da casa são os grelhados que, em conjunto com os enchidos, hortaliças e queijos, ganham com a experiência de quem os produz e cozinha. À sobremesa, as papas de milho são uma das tradições.

Em Amarante o cabrito é feito em forno a lenha e acompanhado de vinho verde da casa.

Um pouco mais perto do litoral, em Vila Nova de Famalicão o cabrito pode ser confecionado em caldeirada, acompanhado de feijoada de tripas, arroz ou batatas.

Em Nafarros o cabrito é assado e depois de ir ao forno, é servido com batatas fritas e arroz com ervilhas.

 

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