Angola

Candidato presidencial da UNITA, Isaías Samakuva, faz apelo ao registo eleitoral

Samavuka
Isaías Samavuka

Durante as comemorações dos 51 anos do partido MPLA, que decorreram esta segunda-feira 13 de março, o líder do Partido UNITA, Isaías Samakuva, fez novamente um apelo ao registo eleitoral. Durante a cerimónia pediu aos angolanos para verificarem os seus dados de eleitor, procederem ao registo e candidatarem-se a “delegados de lista”.

Desde o início da campanha eleitoral têm sido feitos esforços para incentivar o registo eleitoral, numa tentativa de chegar ao maior número possível de cidadãos. O Ministro da Administração do Território recebeu garantia de total apoio dos líderes das bancadas parlamentares na mobilização dos cidadãos para o registo eleitoral. O registo eleitoral começou oficialmente em agosto de 2016, e ultrapassa hoje os 8 milhões de eleitores registados.

O Ministério da Administração do Território tem tido um papel ativo para garantir o acesso de todos à possibilidade de registo, e destaca-se a disponibilização de meios aéreos na província do Cunene, que permitiu que os cidadãos residentes nessas zonas de difícil acesso conseguissem validar o seu registo.

Isaías Henrique Gola Samavuka é o candidato presidencial com apoio do partido UNITA. Segundo o “Jornal de Angola”, durante o encontro de comemoração do aniversário do partido, Samavuka sublinhou que a UNITA se baseia em ideais democráticos, pluralistas e sempre se fundou na economia de mercado.

Desde o início da campanha eleitoral, o candidato da UNITA tem deixado bem clara a sua posição e destacam-se algumas declarações. Em dezembro do ano passado referiu que “as eleições gerais de 2017 ocorrem num momento em que o País atingiu o seu ponto de saturação” e que a “única saída é a mudança do regime”. Para o candidato, “mudar Angola implica reformar o Estado, reformar no plano orgânico, estrutural e funcional” e “promover investimentos massivos na nutrição e educação das crianças e dos jovens, é reestruturar a economia e o sistema de educação para desenvolver e tornar próspero o angolano”.

Relativamente ao partido da oposição (MPLA), Samakuva acredita que todos os dados indicam que o povo finalmente percebeu que “a estrutura da economia política construída pelo MPLA é frágil, está prostituída e não tem sustentabilidade”. O candidato reforçou que, caso a UNITA vença as eleições, vai “reunir com todos os quadros do país para traçar o plano de governação”, pois segundo o líder partidário, Angola precisa de uma reforma profunda em vários setores.

Os partidos com candidatos à Presidência da República são os partidos UNITA, MPLA, CASA-CE, PRS e o FNLA. Falta menos de um mês para encerrar o registo eleitoral para as votações no próximo Presidente da República de Angola. O sufrágio está marcado para agosto.

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