Angola

Eleições Gerais Angola: UNITA volta a alertar para “riscos que ameaçam transparência do processo eleitoral”

UNITA

A UNITA realizou esta sexta-feira uma conferência de imprensa onde expôs o que considera ser “a consumação dos riscos do processo eleitoral”. A 12 dias da ida às urnas, o maior partido da oposição lança novamente o alerta para o que considera serem os “riscos que ameaçam a integridade e transparência do processo eleitoral”.

No documento enviado à imprensa, começa por ler-se “Hoje, dia 11 de agosto de 2017, a escassos 11 dias das eleições, os angolanos eleitores ao nível de todo o país estão com tensões alteradas porque após a publicação listas que constituem os cadernos eleitorais não localizaram os seus nomes ou nas consultas feitas, os seus nomes foram transferidos para outras localidades das mesmas províncias ou para outras províncias”.

Desde o início da corrida às eleições gerais de 23 de agosto, tem sido constante a troca de palavras e acusações entre o partido no poder, MPLA, e o maior partido da oposição UNITA, liderado por Isaías Samakuva.

No documento, a UNITA sublinha que, desde o início do processo, “através de cartas e conferências de imprensa, a UNITA detetou três aspectos preocupantes que indiciavam fraude eleitoral: “não partilha de dados entre brigadistas e fiscais de partidos políticos”;”duplos registos”, e “recolha coerciva de cartões de eleitor”. E acrescentam “como prova dessa prática, apresentamos aos jornalistas o episódio que aconteceu com o professor João Catxeu em Calenda, Lukapa, Província da Lunda Norte”, com o qual “durante a partilha de bens pela família, foram encontrados na sua pasta 171 cartões de eleitor”, referem.

Por isso, a UNITA volta a afirmar que ”os riscos que ameaçam a integridade e lisura do processo eleitoral” se resumem a cinco causas principais: “Transferência de eleitores”, “Não atribuição de cartões de eleitores”; “ Eliminação de eleitores da base de dados; “Credenciamento de delegados de lista”, e “Transmissão de resultados provisórios”. Todas as denúncias que o maior partido da oposição tem feito recaem sobre o MPLA, partido no poder, que tem como candidato à presidência o atual ministro da Defesa, João Lourenço.

Por fim, no mesmo documento, a UNITA sublinha a mensagem que tem vindo a preconizar na campanha eleitoral: “a UNITA é pela democracia que é o regime da paz, estabilidade, justiça social e progresso” e pede “Removamos todos os obstáculos para eleições transparentes e credíveis”.

A ida às urnas acontece já a 23 de agosto e estão na corrida eleitoral ao lado da UNITA, os partidos FNLA, APN, CASA-CE, PRS, e MPLA.

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