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FLEC/FAC apresenta documentos dos soldados angolanos mortos em Massabi

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Frente de Libertação do Enclave de Cabinda / Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) apresentou os documentos de quatro soldados angolanos mortos durante uma ação da guerrilha contra as “forças especiais da Casa Militar da presidência angolana”, como definiu o Chefe de Estado-Maior Geral das FAC, Estanislau Miguel Boma através de um comunicado.

A operação, noticiada pela e-GLOBAL, ocorreu às 15:40 horas de 23 de janeiro, na área de Chibango na região de Massabi, junto à fronteira de Cabinda com a República do Congo. Segundo o comunicado da resistência, “esta ação saldou-se com um ferido grave do lado da FLEC/FAC, enquanto a parte angolana registou quatro mortos entre os quais o Sargento Custa Dizer Bernardo de Benguela, o Primeiro-cabo João Francisco de Waku-Kungo, o soldado Rodrigues Nhindo de Kuando-Kubango e o soldado Antunes Daniel do Kuanza Sul”.

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A FLEC/FAC anunciou também que na operação oito soldados ficaram feridos, foram recuperadas duas armas, munições e “diversos objetos militares”. A guerrilha adianta ainda que destruiu um trator D-9 e uma pá mecânica.

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Tendo em conta a especificidade das operações de guerrilha, caracterizadas por ações repentinas seguidas de uma retirada para as matas, são raras as ocasiões em que os guerrilheiros conseguem recolher a documentação dos militares mortos durante as operações.

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No comunicado Estanislau Miguel Boma denuncia também a “exagerada militarização do Enclave ultrapassando largamente a população civil”, assim como a “caça ao homem contra os dirigentes da resistência cabindesa, raptos e assassinatos de antigos combatentes refugiados nos dois países vizinhos pelos Serviços de Inteligência Militar (SIM)”.

Condenando a “repressão violenta sobre as populações civis”, Estanislau Miguel Boma considera que estas ações “de forma nenhuma justifica vontade de resolver pacificamente o conflito armado que persiste no território de Cabinda”.

Defendendo a “autodeterminação emancipalista do Enclave”, no mesmo documento a FLEC/FAC apela à colaboração das Nações Unidas, EUA, Comissão Europeia, Portugal, Comissão Africana e “aos países vizinhos de Cabinda” para a “organização de mecanismos políticos e diplomáticos” que permitam a abertura de negociações entre “Cabindas e Angolanos”, sob égide das Nações Unidas e União Africana.

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