Angola

Presidenciais Angola: CNE esclarece partidos sobre a contratação das empresas INDRA e SINFIC

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A CNE promoveu esta segunda-feira, 8 de maio, uma reunião com os partidos políticos, para prestar esclarecimentos, sobre o comunicado conjunto que a UNITA, a CASA-CE, o PRS e a FNLA divulgaram no passado sábado, relativamente à escolha das empresas INDRA e SINFIC para a prestação de serviços eleitorais.

Segundo o site de notícias angolano Rede Angola, o presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), André da Silva Neto, declarou ter considerado os pontos referidos pelo comunicado conjunto dos partidos da oposição, para tendo em vista “a realização de eleições pacíficas e transparentes”.

Relativamente à divulgação do comunicado à imprensa, o presidente da CNE afirmou: “não me parece ser o mais acertado para concertarmos eventuais desinteligências, dúvidas e imperfeições que o processo pode ter”. Pois, justificou, “não é esse o caminho que pretendemos para a condução do nosso processo, queremos dialogar, queremos um processo inclusivo, participativo e isto só se consegue por via do diálogo direto”.

Por fim, “aproveitar as boas práticas dos anteriores processos, corrigir as insuficiências detetadas naqueles processos, para que este seja melhor que os anteriores, é com experiência que se aprende a vida e estamos apostados em aprender e aperfeiçoar as boas práticas, é este o nosso exercício”, disse, exortando a colaboração dos partidos.

Na reunião com a CNE, o líder da CASA-CE Abel Chivukuvuku, deu também destaque a outras questões, e evidenciou que foram ilegais a “contratação das suas empresas e a elaboração dos cadernos de encargo”.

No final do encontro, o secretário-geral do MPLA, Paulo Cassoma, sublinhou que “ficou clara a intenção da CNE cumprir a lei, o que falta fazer então é corrigir o erro, convocar o Plenário, para que este órgão possa de facto aprovar a proposta da Comissão de Avaliação”.

Na página oficial do maior partido da oposição, UNITA, a opinião expressa é que de “o encontro de esclarecimento foi produtivo, porque os Partidos políticos acabaram por esclarecer os erros da CNE e esta acabou por reconhecê-los, na voz do Comissário Isaías Chitombi”. No encontro, o vice-presidente da UNITA considerou ilegal o sistema de contratação, “por terem sido anunciados os vencedores do concurso quando o processo ainda se encontra em fase de negociação para a sua conclusão”, refere a Rede Angola.

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