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Brasil e Colômbia fecham acordo de proteção das fronteiras

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Os governos do Brasil e da Colômbia decidiram unificar as actividades e acções de combate aos crimes na fronteira entre os dois países. Em encontro que decorreu em Bogotá, capital colombiana, os ministros da Defesa do Brasil, Raul Jungmann, e da Colômbia, Luís Carlos Villegas Echeverri, estreitaram laços de cooperação e de parceria na área da defesa.

A Colômbia propôs “ampliar parceria também na indústria de defesa e o treinamento com as Forças Aéreas dos dois países para o combate aos voos clandestinos”. Por sua vez, o Brasil mostrou-se favorável à ideia e sinalizou a importância de integrar nessa acção outros países, como o Peru. Os dois países decidiram também “manter uma linha de comunicação directa entre os comandos das Forças Armadas e o compartilhamento das redes de inteligência”.

A expectativa das autoridades brasileiras é que essas acções ajudem no “combate às quadrilhas que actualmente tentam se internacionalizar”. Outra das preocupações é o desarmamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) que ameaçam a segurança na fronteira. O ministro colombiano informou que até o fim do mês as FARC concluirão o processo de desarmamento.

“Estamos atentos ao monitoramento da entrega de armas por parte das FARC; o combate e o patrulhamento conjunto do narcotráfico na fronteira; e acções de combate aos grupos organizados no tráfego aéreo e marítimo na região fronteiriça”, destacou o ministro brasileiro Raul Jungmann.

“Essa nossa reunião trata sobre a cooperação na área de segurança, defesa e inteligência. Os assuntos tratados são segurança de fronteiras, a questão do narcotráfico, do contrabando e também a questão do desarmamento que está sendo procedido dentro do processo de paz que é conduzido pelo presidente da Colômbia e as FARC”, ressalta Jungmann, que reforçou ainda que “as acções das forças de segurança brasileiras e colombianas serão pautadas pelo serviço de inteligência e os dois países buscarão também o controlo do garimpo ilegal e o combate a associação de grupos criminosos do Brasil e da Colômbia”.

Segurança nas fronteiras

Houve, no Brasil, um primeiro encontro bilateral em janeiro deste ano, quando os ministros dos dois países acordaram acções “no sentido de não permitir que os dissidentes das FARC actuem na região fronteiriça”. Nessa oportunidade “foi definido um reforço nos 1,4 mil quilómetros de fronteira para combater os crimes transfronteiriços e anunciado ainda o combate à imigração ilegal, bem como o apoio das Forças Armadas brasileiras no processo de desminagem de parte do território colombiano”.

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