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Economia brasileira mostra tímidos sinais de melhoria e desemprego recua

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O governo brasileiro apresentou nos últimos dias informações de que o centro da meta de inflação para 2017 e 2018 está fixado em 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. A expectativa é que as taxas de juros apresentem queda. Em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, acumulava 3% em 12 meses, no nível mais baixo da história.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) do Brasil sublinhou que “os indicadores mais recentes confirmam a estabilização da economia brasileira e que os dados abrem perspectivas para a retomada do crescimento depois de dois anos de recessão”.

“Nos últimos tempos, o aumento de incerteza percebida pelos agentes económicos impactou negativamente os índices de confiança. Entretanto, a informação disponível sugere que o impacto da queda de confiança na actividade tem sido, até o momento, limitado, permanecendo compatível com o cenário básico do Banco Central, que é a estabilização e a recuperação gradual da economia brasileira”, disse o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, durante entrevista em Brasília.

Dados do ministério do Ministério do Trabalho e Previdência Social sugerem também que a economia começa a dar sinais de melhorias no país liderado por Michel Temer. O número de desempregados no País sofreu uma ligeira queda. No trimestre encerrado em junho, na comparação com o trimestre encerrado em março, a taxa de desocupação passou de 13,7% para 13%.

As informações, avançadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no final do mês passado, destacam que “esse é o primeiro recuo significativo da taxa desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014”.

“Diante desse resultado, a população de pessoas desempregadas caiu de 14 milhões para 13,5 milhões. Os dados revelam ainda que a população actualmente empregada cresceu 1,4% frente ao trimestre encerrado em março. Na prática, isso significa que mais de 1,3 milhão de pessoas foram reposicionadas no mercado de trabalho e voltaram a ter renda”, comenta a assessoria de imprensa desse ministério.

O IBGE realçou ainda que o número de empregados com carteira de trabalho (contrato assinado) ficou estável em 33,3 milhões de pessoas, “enquanto o número de trabalhadores por conta própria cresceu 1,8% no trimestre (+396 mil pessoas)”.

Por seu turno, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do País avaliou que há “efectiva recuperação do mercado de trabalho”. De acordo com esse órgão, nos primeiros seis meses do ano foram criadas 67,3 mil vagas formais de emprego, “resultado que garantiu o melhor semestre em três anos”.

Empresários contactados confirmam que o cenário apresenta melhoras, porém, o clima de recessão ainda se faz sentir, sobretudo com o aumento de impostos, o que dificulta as contratações por parte das empresas. Além disso, a reforma trabalhista, que altera leis de benefícios aos trabalhadores, pode ser uma ferramenta utilizada pelo governo para alavancar contratações e manipular o número de desemprego.

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