Brasil

Governo brasileiro luta contra protecionismo

brasilia

O governo brasileiro anunciou que está a tomar medidas duras para evitar que o país sofra com “a onda de protecionismo que ganha força no contexto internacional”, com o intuito de que o Brasil continue “avançando na conquista de novos mercados”. Informações obtidas em Brasília dão conta que o Brasil ocupa hoje a nona posição na economia mundial, apesar de estar apenas em 25º lugar na qualidade de exportador.

“Estamos focados agora em levar o Brasil para o mundo. Não ficaremos mais restritos aos nossos vizinhos da América Latina, muitas das vezes pouco democráticos. Atualmente, estamos em negociação com o México, países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e Índia e em tratactivas com o Canadá, Japão e Coreia do Sul. Procuramos aproximação com os vizinhos da Aliança do Pacífico (composto por Chile, Colômbia, México, Peru e Costa Rica). Firmamos também acordo comercial com o Peru e celebramos novo acordo com a Colômbia”, esclareceu o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira.

O saldo comercial brasileiro bateu, em julho, recentemente, o recorde de US$ 42,5 mil milhões na balança comercial. Esses dados dão força ao governo liderado por Michel Temer na defesa de que o Brasil mantém “potencial exportador” e que os atuais esforços configuram “uma oportunidade de procurar novos rumos para o futuro do comércio exterior”.

“Estamos diante de um cenário de ampliação nas vendas para os principais mercados, como China, Estados Unidos, Argentina e União Europeia. Somente para a China, as exportações cresceram mais de 30%”, destacou Marcos Pereira, que explicou ainda que “a estratégia de diversificação de parceiros comerciais, que inclui nações desenvolvidas e em desenvolvimento, adotada pela atual gestão do País, é bastante promissora, na medida em que amplia a temática dos acordos e inclui aspetos além dos tarifários, como investimentos, compras governamentais e facilitação de comércio e serviços”.

Plano de exportação em marcha

O Brasil promove neste momento o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), coordenado pelo ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), cujo objetivo é “estratégico para o aumento da base exportadora nacional”.

De acordo com o ministro, essa ação permite que mais de seis mil empresas de micro a médio porte recebam auxílio para seguir no caminho da internacionalização de negócios.

“O Brasil se tornará ainda mais competitivo à medida que aumentemos a nossa integração ao mundo. Para isso, estamos empenhados em derrubar barreiras que os nossos produtos enfrentam nos mercados internacionais. O nosso empenho começa na vizinhança. Estamos revitalizando o Mercosul agora sob a presidência brasileira e temos também de eliminar entraves incompatíveis com o livre comércio e estimular a aproximação com a Aliança do Pacífico. É preciso pensar em aproximação institucional entre os Estados e não mais ideológica, como antes era feito”, criticou o presidente brasileiro Michel Temer, durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro.

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