Brasil

Instituições brasileiras acreditam na recuperação económica do País

emigrar-para-o-brasil

O cenário político conturbado no Brasil e as projecções económicas e reformas impostas pelo governo do presidente Michel Temer estão a influenciar a economia. Para algumas instituições as acções do governo são favoráveis e irão proporcionar mudanças positivas.

Um dos pontos mais comentados neste momento é o facto de que a alteração na taxa de juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) contribuirá, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), “efectivamente para reduzir o déficit público”. Ainda segunda essa instituição, “medidas propostas pelo governo farão com que as taxas de juros praticadas pelo BNDES estejam compatíveis com o mercado”.

Responsáveis da FecomercioSP  afirmam que “a medida provisória proposta pelo governo e que tramita no Congresso Nacional, que pretende alterar a taxa de juros cobradas nos empréstimos do BNDES, vai contribuir de maneira efectiva para reduzir o déficit público”.

Segundo a proposta do governo, continua a nota, “a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) será substituída pela Taxa de Longo Prazo (TLP). O objectivo central é reduzir o volume de subsídios presentes nos empréstimos do banco, dada a diferença entre a TJLP (actualmente em 7% ao ano) e a Selic (actualmente em 9,25%)”.

A proposta do governo “estabelece que a nova taxa (TLP) seja composta pela variação do IPCA mais a taxa real de juros do título pós-fixado NTN-B de cinco anos e que, uma vez contratado o financiamento, a taxa real de juros ficará fixa, variando apenas o IPCA”.

“A nova taxa passará a vigorar nos contratos firmados a partir de janeiro de 2018. Para que a transição seja gradual, a convergência das taxas ocorrerá em um período de cinco anos a partir do início de 2018. Assim, em janeiro do próximo ano, as duas taxas serão equivalentes e vão se aproximar gradualmente até concluir a transição, em 2023. O anúncio da TLP será feita mensalmente, com base na média de três meses de variação da NTN-B, para evitar excessiva volatilidade”, conta fonte da Federação, que comenta ainda que “a alteração proposta pelo governo aumenta a eficácia da política monetária, contribuindo para uma redução mais estrutural de todo o espectro de taxas de juros”.

Especialistas comentam também que “a tendência dos juros do financiamento é de elevação, porque a TJLP é menor que a fórmula proposta para a TLP. Contudo, deve-se diminuir o déficit público, uma vez que as taxas de juros a serem praticadas pelo banco serão taxas de mercado”.

“A mudança poderá tirar eventuais espaços para ingerências políticas na fixação da TJLP, como se tem observado actualmente, fazendo com que os recursos do BNDES tenham um custo mais próximo do mercado, sendo o prazo dos financiamentos, o seu diferencial. A MP pode aumentar a flexibilidade do BNDES para garantir créditos (vender as suas carteiras no mercado e antecipar recebíveis), aumentando o funding (captação de recursos para investimento) do Banco”, avalia a FecomercioSP.

Por sua vez, uma das principais instituições bancárias privadas brasileira elevou, recentemente, a projecção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de -0,2% para 0,0%. A alta, de acordo com a instituição bancária, “é consequência dos dados mais fortes em junho e que as surpresas positivas envolvem a produção industrial, as vendas no varejo, a receita real de serviços e o mercado de trabalho”.

“Os indicadores mensais sugerem um crescimento subjacente mais forte ao longo do trimestre. A produção industrial, as vendas do varejo (conceito ampliado) e a receita real de serviços apresentam altas acumuladas de 2,5%, 3,7% e 3,1% entre junho e março, respectivamente. O mercado de trabalho seguiu mostrando melhora gradual”, sublinham executivos da área financeira dessa mesma instituição bancária.

 

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo