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Jair Bolsonaro promete “empenho” caso dispute presidência no Brasil em 2018

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Com a crise política pela qual passa o Brasil, o actual presidente Michel Temer vive momentos de instabilidade inclusive em relação à sua base aliada. Partidos da oposição tentam fragilizar o seu governo e o cenário de eleições antecipadas começa a movimentar o cotidiano em Brasília. Esta semana, pesquisa do IBOPE revelou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta com 30 por cento das intenções de voto. Outros nomes figuram na lista como opções.

Um deles é o do deputado federal Jair Bolsonaro (Partido Progressista). Bolsonaro, que é natural de Campinas, interior de São Paulo, é um militar da reserva. Está na sétima legislatura na Câmara dos Deputados do Brasil, tendo sido o deputado mais votado do estado do Rio de Janeiro em 2014. É conhecido pelas suas posições em defesa da família, dos bons costumes e do Estado Brasileiro. É acusado também de ser homofóbico. Todo esse currículo faz com que haja quem o ame e quem o odeie. Em 2018, pode ser candidato à presidente, algo que ainda não está decidido pelo seu partido. Para saber mais sobre o seu perfil, conversamos com Jair Bolsonaro sobre a situação da política brasileira e sobre os caminhos que ele acredita que o país precisa tomar.

Como avalia a situação política no Brasil actualmente?

Jair Bolsonaro (JB): Vivemos uma grave crise. Não meramente financeira. Isso é apenas reflexo da crise de bons homens e, consequentemente, bons políticos. Mas acredito que o povo brasileiro possa mudar isso.

Como deputado federal, pode narrar como anda o clima em Brasília neste momento?

JB: O clima aqui é quase sempre muito tenso. Ainda mais no actual cenário de “reformas” política, previdenciária, trabalhista etc. Não me importo com a base do governo. Sempre actuei com independência. Represento as pessoas que confiaram o seu voto a mim e ajo conforme a minha consciência.

Muito se fala na sua candidatura à Presidência da República em 2018. Existe essa possibilidade? Se sim, que bases utilizaria para convencer os eleitores?

JB: Formalmente ainda não sou candidato a nada. Não está permitido pelo calendário eleitoral e depende da autorização de meu partido. Mas caso isso venha realmente a acontecer, a minha base continuará sendo a mesma: defender a família, a moral e os bons costumes, a independência do indivíduo sobre o estado e tudo aquilo que o valorize como tal.

Se pudesse assumir o cargo máximo da República brasileira, quais seriam as suas principais medidas? Em que sectores iria intervir de forma imediata?

JB: Hoje a segurança é um completo caos, principalmente pela desvalorização que se dá aos servidores da segurança pública. O estado só é forte quando a sua base, a família, e a sua defesa, os profissionais de segurança pública e das Forças Armadas, são fortes. Para começar, todo cidadão de bem deveria poder possuir uma arma para se defender, defender a sua família e o seu património.

Sabe também que existe muita resistência da parte do eleitorado brasileiro em relação à sua candidatura. O senhor é sistematicamente acusado de acções “fascistas” ou de actuação voltada para a ditadura e etc. Como responde a essas críticas?

JB: Os que me acusam de fascista e ditador são os mesmos que defendem uma ex-presidente guerrilheira e a não prisão de Lula, o maior ladrão que já se ouviu falar na história. Ainda defendem Fidel Castro, Maduro… Não tenho resistência dentre aqueles que defendem a verdadeira liberdade do cidadão de bem.

Por fim, pode traçar um panorama dos recentes acontecimentos envolvendo as investigações da operação Lava-Jacto da Polícia Federal?

JB: O trabalho que a Polícia Federal está fazendo é de fundamental importância, principalmente para os que achavam que nada aconteceria. É claro que não podemos deixar de citar o brilhante trabalho do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário brasileiro, em especial o Juiz Sérgio Moro. Não podemos deixar que o cancro da corrupção continue se espalhando.

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