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Senegal: Pode ser condenado a 20 anos de trabalhos forçados por tentar levar cocaína para Bissau

ValencioDomingoIala

Quando pretendia transportar no estômago 52 “bolotas” de cocaína, Valencio Domingo Iala, natural da Guiné-Bissau, foi interpelado no aeroporto Léopold Sédar Senghor em Dakar devido à sua “atitude suspeita”. Apresentado esta segunda-feira no tribunal penal na capital senegalesa, o Ministério Publico pediu que Valencio Domingo Iala seja condenado a 20 anos de trabalhos forçados.

Acusado de “associação de malfeitores e tráfico internacional de droga”, Valencio Domingo Iala, estudante universitário, explicou ao tribunal que um individuo senegalês designado como “Moussa”, assim com “dois outros nigerianos”, residente no Brasil propôs-lhe para transportar 52 “bolotas” de cocaína para Bissau, via Dakar, tendo o arguido sido remunerado com 2.500 euros pelo “trabalho”. Durante a audiência o arguido alegou que “pensava que as ‘bolotas’ continham medicamentos”.

Com as “bolotas” de cocaína no estômago, Valencio Domingo Iala embarcou no Brasil na Royal Air Maroc num voo com destino a Dakar, com escala em Marrocos, e “depois deveria partir para Bissau”, confirmou o arguido. Mas foi detido no aeroporto da capital senegalesa e imediatamente confiscado o seu passaporte. Transferido para o Hospital Principal de Dakar, a polícia confirmou as suspeitas que indicavam que Valencio Domingo Iala tinha ingurgitado 52 “bolotas” de cocaína.

Durante a audiência de julgamento o advogado de defesa, Djibril Wele, lembrou que Valencio Domingo Iala é um estudante exemplar que foi admitido numa “das mais prestigiadas universidades brasileiras”, alegando que o seu cliente foi vítima da “manipulação de uma rede” e que foi “um erro de juventude”, pediu que “circunstâncias atenuantes” sejam tomadas em consideração.

O Ministério Público acusou o arguido de “tráfico de droga internacional” e lembrou que Valencio Domingo Iala transportara em 2016 cocaína através do mesmo método, tendo conseguido na ocasião “escapar à justiça”. Pela gravidade dos factos o Ministério Público pediu que o jovem bissau-guineense seja condenado a 20 anos de trabalhos forçados.

A decisão do tribunal penal de Dakar será anunciada a 7 de novembro 2017.

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