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Temer desloca segurança federal para o Rio de Janeiro

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Desde o início do mês de junho, 380 polícias rodoviários federais estão a reforçar o patrulhamento nas estradas que cortam o estado do Rio de Janeiro. Essa iniciativa é parte das acções integradas do Plano Nacional de Segurança, promovido pelo governo federal, para combater a criminalidade nos estados. O Rio será o primeiro a viver essa experiência. Ficou acertado ainda o aumento do efectivo da Polícia Federal no Rio e o fortalecimento da interlocução entre as áreas de inteligência. O Plano está previsto para durar 18 meses.

“Vamos começar pelo Rio de Janeiro uma espécie de experimento muito sedimentado, nada pirotécnico, com acções organizadas e planeadas na área de Segurança Pública”, disse o presidente Michel Temer.

Foi acordada também a criação de um comitê “para dar uma resposta mais rápida no combate ao crime organizado”. O comitê será formado pelo Gabinete de Segurança Institucional, ministérios da Defesa, Justiça e Segurança Pública, Desenvolvimento Social e Agrário, e Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Está dimensionada também a criação de uma força-tarefa para actuar na área social do Rio, visando à diminuição dos índices de criminalidade no estado.

“A parceria que firmamos com o presidente Michel Temer e com o prefeito Marcelo Crivella, envolvendo todo o governo do estado, toda a área de segurança, será fundamental no combate ao crime organizado. A Polícia Rodoviária Federal vai disponibilizar mais de 300 homens para actuarem nas rodovias de acesso à cidade, onde há muitos postos que estão fechados. Também é importantíssima a parceria com a inteligência para agirmos mais integrados para vencer essa chaga que é a criminalidade no Rio de Janeiro e no Brasil”, afirmou o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que defendeu uma maior integração entre o governo estadual e o federal.

“O Rio precisa dessa integração. Equipes do Desenvolvimento Social, Educação, Saúde do governo do estado e prefeitura estão levantando as acções que vão entrar imediatamente nas comunidades e os seus orçamentos. O resultado será apresentado ao governo federal na próxima semana. O governo federal vai aportar recursos. Esse foi o compromisso do presidente Michel Temer e do ministro do Planeamento. Vamos trabalhar também fortemente com a inteligência das polícias. O Rio não fabrica fuzil. Só este ano 250 fuzis foram apreendidos. Na semana passada, vimos a apreensão de 60 fuzis, fruto de acções integradas de inteligência. Usar fuzil em qualquer lugar do mundo é acto terrorista. É uma arma de guerra. Ou apertamos as nossas leis, com penas maiores, e fechamos as nossas fronteiras, ou a polícia vai continuar enxugando gelo”, esbravejou o governador.

Centro Integrado completa quatro anos de operação

O Centro Integrado de Comando e Controlo (CICC) do Rio de Janeiro completou quatro anos de existência no final de maio. O local permite “o atendimento a milhões de ligações de emergência, possibilidade de acesso a mais de quatro mil câmaras e a integração de forças de segurança e defesa social, envolvendo nove agências. A estrutura, que está a serviço da população fluminense diariamente, concentra os principais serviços de emergência: 190, 192 (Samu) e 193 (Bombeiros), além da Central de Regulação de Leitos”. O Centro auxilia no combate à criminalidade e na prevenção de catástrofes.

A estrutura do Centro de Comando e Controlo conta com representantes de órgãos municipais, estaduais e federais. Estão presentes: Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Polícia Rodoviária Federal, Guarda Municipal, Defesa Civil Estadual, Centro de Operações Rio (COR) e Agência Reguladora de Transportes (Agetransp).

Cerca de 1.200 pessoas circulam diariamente pelo local, que, no início deste ano, passou a sediar ainda o Grupo Integrado de Operações de Segurança Pública (GIOSP), com representantes da Inteligência das forças de segurança. O CICC também dispõe de moderna infraestrutura para atender grandes eventos com uma área exclusiva para o gerenciamento de crise no terceiro andar, onde as autoridades se reúnem para tomada de decisões, tanto referentes a grandes eventos quanto socorro em casos de tragédias naturais, a exemplo das enchentes na Região Serrana ou em caso de controlo de distúrbios civis.

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