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Temer não se demite apesar de acusações de suborno

BRASILIA, BRAZIL - MAY 18: President Michel Temer delivers a statement on May 18, 2017 in Brasilia, Brazil. The statements follow the release of a recording of Temer allegedly condoning bribery payments to Eduardo Cunha, the former President of the Chamber of Deputies. Cunha was involved in the 'Lava Jato' (Car Wash) corruption scandal and sentenced to 15 years in prison after being found guilty of corruption, money laundering and illegal money transfers abroad. With the release of the recording, the opposition has called for Temer's impeachment and new elections. (Photo by Igo Estrela/Getty Images)

O Presidente brasileiro anunciou esta quinta-feira, que não vai renunciar à Presidência do Brasil, na sequência da divulgação das gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, nas quais Michel Temer supostamente dá o aval ao pagamento de um suborno ao ex-líder da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Na gravação Temer aparenta concordar com uma “mesada” que estaria a ser entregue ao antigo deputado Eduardo Cunha, condenado por envolvimento em esquemas de corrupção na petrolífera Petrobras.

Numa conferência de imprensa, em Brasília, Temer diz querer que a investigação ao conteúdo da gravação, seja feita com celeridade, para que possa esclarecer os factos.

“A investigação pedida pelo Supremo será território onde surgirão todas as explicações. No Supremo demonstrarei não ter nenhum envolvimento”, afirmou o presidente brasileiro. “Não renunciarei. Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos. Em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para ficar calado”, defendeu.

Esta noite os brasileiros saíram às ruas, no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre, a pedir a destituição de Michel Temer.

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