Cabinda | Segurança

FLEC/FAC reivindica dois ataques e General angolano pede à população para redobrar a vigilância

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O chefe Operacional da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC/FAC), Zau Augusto, assina um “Comunicado de guerra” em que afirma que a 26 de Novembro nas área de Micuma, na região de Buco-Zau, “5 soldados angolanos foram mortos quando uma patrulha das FAA (Forças Armadas Angolanas) chocou-se com um grupo de combatentes das Forças Armadas Cabindesas”, nesta operação, indica o mesmo militar, morreram dois guerrilheiros, António Simão Bianga e Sebastião Henriques Mbila.

No mesmo documento Zau Augusto refere ainda que a 27 de Novembro, na zona sul da região de Necuto, a guerrilha cabindesa atacou uma patrulha das FAA, “que se preparava para surpreender uma posição de combatentes das FAC”, tendo sido registada a morte de quatro soldados angolanos e vários feridos, avança o comunicado.

Segundo a FLEC/FAC os guerrilheiros conseguiram recuperar os galões (foto) do uniforme de um dos militares angolanos morto nos combates.

Apesar das autoridades angolanas nunca reconhecerem a ocorrência de acções da FLEC/FAC em Cabinda, o chefe-adjunto do Estado-Maior das FAA para Educação Patriótica, general Egídio Sousa e Santos, de visita ao enclave, pediu esta quinta-feira, 1 de Dezembro, três dias após os ataques anunciados pela FLEC/FAC, à população das localidades de Micumas I, II e III para redobrar a vigilância a manobras daqueles que atentam “contra a estabilidade e o bem-estar dos cidadãos na circunscrição”. Reconhecendo assim a existência de actividade militar na região.

Segundo a informação oficial, o general Egídio Sousa e Santos estava acompanhado pelo comandante da Região Militar Cabinda, tenente Luís Piteu, Egídio Santos e quando visitou a sede de Belize e a comuna de Miconje, “encorajou os efectivos do 2º Batalhão de Infantaria da 11ª Brigada para as suas obrigações na garantia da paz e segurança”.

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