Cabinda

Polícia angolano prisioneiro da FLEC diz que receia represálias contra a sua família

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Um dos quatro agentes da Polícia Nacional de Angola capturados pela Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), na noite de 14 de maio de 2017, durante uma emboscada perpetrada pelas Forças Armadas de Cabinda (FAC), na povoação de Inhuca, região de Buco Zau, concedeu uma curta entrevista à e-Global, a qual foi autorizada pelo comando da guerrilha responsável pelos prisioneiros.

“Estamos a ser bem tratados, mas no mato a vida é sempre difícil”, disse o prisioneiro que recusou divulgar a sua identidade alegando que receava que a sua família fosse alvo de represálias de Angola, que recusa reconhecer o desaparecimento dos quatro agentes da Polícia Nacional capturados.

“O meu nome não posso dizer, quando disser o nosso governo angolano vai logo capturar a minha família”, disse. O mesmo prisioneiro contou também que sempre que militares ou polícias foram capturados pela guerrilha em Cabinda, Angola nunca reconheceu os desaparecimentos, optando por os abandonar.

“Cheguei a Cabinda em 2001, nas forças armadas de Angola, e fui colocado no Tando Zinde. Quatro anos depois fui para a cidade, para integrar a polícia”, explicou o prisioneiro que adiantou que apenas pode avançar que é do Moxico, tem 39 anos, casado e com filhos

Segundo o mesmo prisioneiro, outro dos detidos é de Luanda e tem 36 anos. A 19 de maio a FLEC difundiu um vídeo apresentando os quatro prisioneiros, entre os quais um alegava ser natural do Bié e outro do Bengo em Angola.

Para a libertação dos prisioneiros a FLEC solicitou a mediação da Cruz Vermelha Internacional. Uma mediação que se tornou complexa depois do Superintendente Feliciano da Mónica, do Comando Provincial da Polícia Nacional em Cabinda, ter negado que quatro polícias angolanos tivessem sido capturados pelos independentistas, acusando a guerrilha de fazer “propaganda política”.

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