Cabo Verde

Cabo Verde: Deputados municipais do PAICV pedem exoneração do ministro da Agricultura e Ambiente

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Os deputados municipais do PAICV pediram esta quinta-feira, 21 de fevereiro, a exoneração do ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, e ainda o afastamento do delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) na Brava, Estêvão Fonseca, devido ao desenrolar do processo intentado contra este responsável.

O pedido foi feito em conferência de imprensa, após o despacho da Procuradoria da República da Brava, que “confirmou todos os factos, concluindo que o delegado estava cometendo o crime de peculato de forma continuada, agindo de forma livre, consciente, deliberada, sabendo que aquelas condutas eram proibidas e punidas pela lei”.

A porta-voz do grupo, Carmen Fernandes, apelou ao primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, para que seja feita a exoneração de Gilberto Silva, uma vez que o mesmo “determinou” a realização de um inquérito que “ficou provado que foi falso” e cujos resultados estão publicados nas páginas do Governo.

A deputada pediu ainda que seja levantado um processo disciplinar aos responsáveis pela realização do inquérito efetuado na ilha sobre as denúncias feitas contra o delegado do MAA, de modo a serem punidos pelo “vergonhoso trabalho” que realizaram e pela “intencional postura de encobrir as ilegalidades”, agora confirmadas pelo Ministério Público.

Carmen Fernandes ajuntou que “nem o ministro e nem o delegado se importam com os cabo-verdianos e com os bravenses”, por manter no cargo o delegado, mesmo sendo acusado. “Enquanto estivermos aqui, jamais aceitaremos que criminosos continuem livres a aproveitar dos recursos de todos os cabo-verdianos”, concluiu.

Os membros do PAICV exigem assim o afastamento do delegado das suas funções, tendo em conta a “gravidade do crime cometido”, de forma “continuada”, alegando que este “não reúne as condições éticas e morais para estar à frente de um serviço do Estado”. Segundo os deputados municipais, ficou “provado que o delegado não está a trabalhar para a ilha, mas para os seus interesses pessoais e de quem o mantém na ilha, explorando recursos do Estado”.

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