Guiné Equatorial

Falta de liberdade penaliza entrada da Guiné Equatorial na ITIE

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O comité nacional da Guiné Equatorial relativo à Iniciativa para a Transparência das Indústria Extractivas (ITIE), que tem prevista para os próximos dias a apresentação pela segunda vez da sua candidatura de adesão ao Comité internacional ITIE, exprimiu a sua profunda “preocupação” depois da demissão do orgão por um membro da sociedade civil, e teme que esta situação seja mal interpretada a nível internacional, levando à “penalização” da candidatura.

Alfredo Okenve demitiu-se depois de ter sido detido pela polícia central de Malabo a 17 de Abril e libertado a 3 de maio sem acusações.

“Estou muito preocupado com o desenrolar do processo de integração da Guiné Equatorial na ITIE, porque as interpretações que se fazem a nível internacional nos podem penalizar”, declarou o director do Comité ITIE da Guiné-Equatorial Cesar Augusto Hinestrosa Gomes, na cerimónia de abertura em Malabo de um seminário destinado às organizações da sociedade civil membros do Comité ITIE do Gabão e Guiné-Equatorial, sobre o tema “Democracia e Governança”.

Hinestrosa revelou que a detenção de Alfredo Okenve e Henrique Asumu ocorreu por motivos puramente “administrativos” relacionados com a sua organização “Centro de estudos e iniciativas para o desenvolvimento da Guiné-Equatorial”.

A Guiné Equatorial quer integrar-se na ITIE internacional depois de ter sido rejeitada na primeira candidatura em 2010 por falta de liberdade da sociedade civil.

A sociedade civil, imprensa e oposição política estão controladas pelo Governo e não têm mãos livres para trabalhar com tranquilidade.

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