Cultura | Guiné Equatorial

Morreu a escritora equato-guineense María Nsue Angüe

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A escritora, jornalista e poeta equato-guineense María Nsue Angüe, morreu ontem, 18 de janeiro, aos 72 anos no Hospital La Paz de Sipopo, em Malabo.

María Nsue Angüe de etnia fang e uma das escritoras mais reconhecidas do país, nasceu em Ebebeyín em 1945, mas foi em Espanha que estudou e iniciou a sua carreira literária. Quando regressou ao seu país de origem, trabalhou no Ministério da Educação e Cultura. Foi membro da Academia Equato-guineense da Língua Espanhola (AEGLE).

Da sua carreira fazem parte a poesia, os contos para crianças, onde os temas mais frequentes são a opressão da mulher e a sociedade africana pós-colonial, muito inspirada na literatura popular da etnia fang. Da sua obra fazem parte os livros “Delírios” (1991), “Contos da Velha Noa” (1999), e a obra através da qual ficou mais conhecida “Ekomo” (1985) a primeira ficção publicada por uma mulher enquanto-guineense, e que ganhou visibilidade entre os estudiosos.

O Presidente do Conselho de Investigações Científicas e Tecnológicas da Guiné-Equatorial, Anacleto Olo Mibuy, escreveu em comunicado que se sente um “vazio intelectual” pela sua ausência e que deseja que “que o seu trabalho tenha a continuidade merecida para perpetuar a sua memória”.

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