Guiné Equatorial

Obiang abre a porta à justiça popular

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O presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, recordou na última sexta feira, em Bata, durante um périplo nacional, que se alguém apanha um delinquente, ainda que o mate, não vai permitir que a justiça interpele o captor. “O delinquente tem de saber que quando vai roubar pode-me matar, mas também pode morrer”.

A autoridade máxima da Guiné-Equatorial deu assim luz verde à população para fazer justiça com as próprias mão, isto num momento em que a delinquência atinge um nível sem precedentes no país.

Apesar disso, a pena de morte mantém uma moratória de suspensão temporal, votada no parlamento em 2014. Obiang disse que não estava de acordo com a abolição total da pena capital no seu país, mas aceitava a sua suspensão temporal devido à pressão internacional, explicou na altura o Chefe de Estado.

A subida do nível da delinquência regista-se agora entre os próprios cidadãos equato-guineenses, muitos dos quais envolvidos em assaltos à mão armada, e não em estrangeiros. Quando detidos pela polícia, alegam a falta de empregos como razão para a entrada no mundo do crime.

O presidente realiza a presidência aberta desde 7 de Fevereiro para agradecer à população a sua reeleição nas últimas eleições presidenciais de 24 de abril 2016. Este périplo serve também para conhecer os problemas que afectam a população e ver o avanço dos trabalhos de desenvolvimento no país, afirmou Teodoro Obiang Nguema.

A Guiné-Equatorial é um país petrolífero da África Central, o terceiro maior produtor de petróleo na África Subsahariana. A sua economia depende a 90% dos hidrocarbonetos.

A queda do preço do petróleo é o facto que provocou a actual crise que afecta este país de menos de 1,5 milhões de pessoas. A crise já obrigou muitos estrangeiros a abandonar o país de Teodoro Obiang Nguema, o presidente no poder há 38 anos.

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