Guiné Equatorial

Taxistas de Malabo em greve inédita

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Os taxistas de Malabo, capital da Guiné-Equatorial, começaram esta terça feira uma greve inédita de três dias para exigir ao Governo a redução do preço exigido pela documentação necessária aos veículos. Os grevistas pedem também o aligeirar das burocracias inerentes às viaturas em serviço de taxi.

“Se a Direcção de Tráfego não chega a um acordo final connosco, reduzindo o preço e a quantidade de documentação, os taxistas vão parar a circulação dos seus veículos na terça-feira, às 06h00”, indica o comunicado dos taxistas.

A não circulação de taxis em Malabo teve um impacto considerável na vida e nas ocupações diárias da população. Muitos alunos não foram às escolas por falta de meios de transporte, e funcionários públicos e trabalhadores liberais não se conseguiram deslocar na cidade.

As ruas e avenidas de Malabo estavam vazias às 05h00 devido a esta greve dos taxistas.

Nos últimos dias, e devido a um despacho do vice-presidente da república encarregado da Defesa e da Segurança Teodoro Nguema Obiang, a polícia de trânsito, os agentes das forças armadas e de segurança podem fiscalizar os veículos taxi e apreender os que não têm toda a documentação.

Nos últimos meses, muitos equato-guineenses perderam o seu emprego uma vez que muitas empresas fecharam as suas portas ou abandonaram o país por falta de dinheiro. A crise afecta a Guiné-Equatorial devido à baixa do preço de barril de petróleo e muitos desempregados dedicavam-se aos serviços de taxi.

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