Macau

Macau: Seis polícias detidos por suspeita de associação criminosa e corrupção

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Foram detidos, em Macau, seis polícias suspeitos de associação criminosa, corrupção passiva e usurpação de funções por terem facilitado entradas ilegais no território, num esquema que lhes valeu cerca de 210 mil euros.

A Polícia Judiciária, juntamente com a PSP e os Serviços de Polícia Unitários, revelaram hoje os contornos do caso que levou à detenção de seis agentes com idades entre os 34 e os 52 anos (o mais velho já aposentado).

Em causa está a ligação dos polícias, que operaram em grupo durante quatro anos, a seitas. No âmbito desta colaboração, os agentes permitiram a entrada e saída ilegal de pessoas da China, que desejavam frequentar casinos, mediante pagamentos.

“Descobrimos agentes que aproveitaram as suas funções para colaborar com criminosos. Os agentes tinham relações com pessoas de associações secretas”, explicou o comandante geral dos Serviços de Polícia Unitários, Ma Io Kun.

Segundo as autoridades, cada pessoa que desejava entrar em Macau deste modo pagava 70.000 patacas (8000 euros) à entrada e outras 70000 patacas à saída, a que se podiam adicionar 80.000 patacas (9.150 euros) para proteção durante a estadia no território.

Não foi revelado o número de pessoas que entraram desta forma na cidade, mas, no total, o grupo terá arrecadado cerca de 1,83 milhões de patacas (cerca de 210000 euros).

“Permitiam que imigrantes ilegais entrassem em Macau e até providenciavam transporte para o local indicado. Os pedidos vieram de frequentadores dos casinos”, disse o diretor da Judiciária, Chau Wai Kuong, revelando que quatro dos agentes trabalhavam para o departamento de informação da PSP e um para o departamento de migração.

“Lamento muito este tipo de casos. Não vamos tolerar infratores e vamos estabelecer novas medidas de prevenção”, afirmou o comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública, Leong Man Cheong, sem especificar as medidas em causa.

Também o gabinete do secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, emitiu um comunicado em que “lamenta profundamente o envolvimento de agentes policiais suspeitos de abuso de poder, em atividades criminosas que considera graves”.

Wong Sio Chak “emitiu orientações muito precisas” à Judiciária no âmbito dos trabalhos de investigação, e determinou a “imediata instauração de processos disciplinares aos suspeitos” por parte do Corpo de Polícia de Segurança Pública.

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