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Moçambique: Dois milhões de moçambicanos em risco de insegurança alimentar severa

MOC deslocação de pop em Macomia CD foto - human riggts watch
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A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) prevê que dois milhões de moçambicanos podem vir a sofrer de insegurança alimentar severa no país até ao final de março. Estas previsões mostram que existe um agravamento da situação, face ao ano anterior.

À semelhança de anos anteriores, a região mais afetada é a província de Gaza, que se encontra a sul do país. Um dos principais motivos para esta situação vivida em Moçambique é a “seca prolongada, assim como chuvas fortes”, segundo a FAO, que considera serem necessários cerca de 9,7 milhões de euros para a resposta humanitária ao país.

Apesar da precipitação acumulada ter registado uma melhoria entre 2017 e 2018, o clima desfavorável à agricultura continua a ter como resultado “rendimentos agrícolas abaixo da média, particularmente no sul e partes da região central, onde se estima que 815.000 pessoas estejam em situação de insegurança alimentar severa”, o que significa que estão a passar fome ou muito próximas desse cenário.

O mesmo valor foi divulgado pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) durante a última semana, representando mais 500 mil do que as apoiadas há um ano pelo PAM.

A praga da lagarta do funil do milho “também afetou significativamente a produção agrícola” e existem 90% de probabilidade de o país sofrer com o fenómeno meteorológico El Niño, o que “representa um alto risco para a colheita 2018/19, particularmente em áreas já afetadas pela seca”. “Devido a colheitas falhadas, os agregados familiares nestas áreas serão forçados a plantar várias vezes, esgotando as sementes armazenadas”, pode ainda ler-se.

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