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Renamo critica o papel da França na “divida secreta” de Moçambique

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CMN

Após a publicação das conclusões de uma auditoria independente, o principal partido da oposição moçambicana, Renamo, criticou a suposta implicação da França no escândalo da “divida secreta” de Moçambique.

Entre 2013 e 2014, três empresas públicas, próximas do serviço de informações e do ministério da Defesa moçambicano efetuaram um empréstimo de dois mil milhões de dólares para adquirirem material de vigilância marítima e navios.

Uma parte dos equipamentos, 24 arrastões e 6 barcos patrulha, foram entregues pela empresa Constructions mécaniques du Normandie (CMN), uma filial do grupo Privinvest, cujo patrão é o empresário francês, Iskandar Safa.

“Até prova do contrário, os franceses são vigaristas”, acusou António Muchanga, porta-voz da Renamo, fzendo referencia ao anúncio da assinatura do contrato em Chebourg (França) em 2013, por Iskandar Safa, na presença do presidente moçambicano, na altura, Armando Guebuza e do seu homólogo francês François Hollande.

Em Moçambique os arrastões praticamente nunca foram utilizados, por falta de marinheiros e autorizações de pesca.

Na auditoria, a empresa americana Kroll realçou várias “incoerências” e “zonas obscuras” na utilização do empréstimo de dois mil milhões de dólares efetuado por Moçambique. A Kroll comparou o custo dos equipamentos às empresas e o preço dos mesmos estimados por um perito independente, tendo sido registada uma diferença de 713 milhões de dólares.

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