São Tomé e Príncipe

3ª Feira Internacional de Negócios de STP com enfoque na medicina tradicional

FINEG STP 17

Encerrou este fim de semana oficialmente a 3.ª Feira Internacional de Negócios de São Tomé e Príncipe (FINEG-STP). Porém, a vertente comercial estende-se até 20 do corrente mês.

Além de empresas nacionais, particularmente as dedicadas à transformação de produtos locais, a III FINEG –STP contou também com a participação de vários países, entre os quais Angola, Benim, Espanha, Gana, Portugal e Síria e São Tomé e Príncipe.

Por exemplo, Benim fez a sua estreia nesta feira e com produtos da medicina tradicional para tratar várias doenças, como a úlcera do estômago, febre tifoide, infeção urinária ou as que tem relação com a sexualidade e o reforço da memória, o que também foi uma novidade neste evento.

O Dr. Gbede Hyppolite disse a e-global que as autoridades do seu país encorajam o desenvolvimento da medicina tradicional. Além da formação de 5 anos, existe toda uma regulamentação para os terapeutas tradicionais exercerem a sua atividade com a autorização do parlamento e do Ministério da Saúde.

«A medicina tradicional ajuda a população mais pobre, aqueles que não têm dinheiro para serem tratados num hospital. Com as nossas plantas medicinais é possível curar várias doenças. É nesse contexto que o governo beninense encoraja os terapeutas tradicionais, acompanha-os e põe um orçamento à sua disposição que é aprovado pela Assembleia Nacional e gerido pelo Ministério da Saúde».

O Dr. Hyppolite, que foi dos últimos a chegar, está interessado em estabelecer contactos com os curandeiros tradicionais santomenses para troca de experiências. Gostaríamos de convidá-los para o Benim. São Tomé e Príncipe também é rico em farmacologia tradicional a base de folhas, cascas, raízes e plantas.

«É conveniente consumir produtos africanos para ir afirmando a nossa autonomia e não ficar sempre dependente da Europa e dos Estados Unidos. Porque muitos medicamentos são com base em plantas que levam para a Europa, transformam e exportam para os nossos países. Os nossos produtos são naturais, sem efeito secundário», sublinhou o terapeuta.

Bijuteria, têxtil, artesanato, vestuários, materiais agrícolas e de construção civil e mobiliários estiveram também expostos.

O objetivo do FINEG-STP que este ano teve como lema “Negócios na Placa Giratória no Golfo da Guiné” é mobilizar homens de negócios e investimentos para o arquipélago.

“A FINEG – STP apresenta-se como porta de entrada para o conhecimento de potencialidades do país, para trocas de experiências entre as empresas e homens de negócios nacionais e estrangeiros, formação de parcerias entre agentes económicos e internacionalização das empresas são-tomenses” disse o presidente da Câmara do Comércio, Industria, Agricultura e Serviços (CCIAS) na abertura do evento.

No entendimento de Jorge Correia, setores como a pesca, turismo, agroindústria, energias renováveis, transportes e comércio internacional apresentam-se como “áreas abertas ao investimento quer nacional quer estrangeiras”.

O ministro das Finanças, Comércio e Economia Azul insistiu que um dos objetivos do seu governo é transformar São Tomé e Príncipe numa zona de prestação de serviço no Golfo da Guiné, sublinhando que o país tem necessidade de diversificar a sua economia “através de criação de condições favoráveis suscetíveis de valorizar o potencial dos setores tradicionais da economia como agricultura, pesca, turismo e prestação de serviços bem como a construção do porto em águas profundas e a modernização do aeroporto”.

Para Américo Ramos São Tomé e Príncipe tem “oportunidades para negócios” a nível da sub-região. Referiu-se também à implementação de “reformas visando a melhoria do ambiente de negócios” no arquipélago são-tomense, o ministro falou da necessidade de se diversificar a economia, criando “condições favoráveis” sobretudo, para a agricultura, pescas, turismo e prestação de serviço.

A feira decorreu de 3 a 6 de agosto, promovida pela UECPLP e organizada pela Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços de São Tomé e Príncipe, CCIAS.

 

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