São Tomé e Príncipe

Funcionários judiciais em greve em São Tomé e Príncipe endurecem posições

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Os serviços mínimos que vigoraram até esta terça-feira deixaram de ser feitos pelos funcionários dos tribunais e do Ministério Público de São Tomé e Príncipe, em greve, há uma semana.

A paralisação entrou na sua “fase mais gravosa”, porque não houve entendimento nas negociações tripartidas (governo, Conselho de Administração do Tribunal e sindicato) sobre as reivindicações salariais.

“A verdade é que, até agora, essa questão não foi resolvida. Tudo tem o seu tempo, nós soubemos esperar, soubemos dialogar e, ultrapassando os diálogos, partimos agora para a greve”, declarou Leonardo Gomes.

“Estamos a reivindicar uma situação legítima e esperamos que haja colaboração das entidades competentes no sentido de aceitar as nossas revindicações e negociar connosco para chegarmos a um entendimento”, acrescentou.

“Nós não estamos a exigir ajuste salarial com retroativo. Só estamos a pedir para nos pagarem a partir de janeiro de 2017. Poderiam achar que é demasiado para o estado, mas o conselho de administração dos tribunais reconheceu que nós temos esse direito e fomos notificados neste sentido”, explicou Leonardo Gomes.

As negociações estão em curso. Segundo o líder sindical, já existe um pré-acordo para a maioria das reivindicações, “mas a questão mais relevante que tem a ver com o ajuste dos salários dos funcionários judiciais é que ainda não encontramos um ponto comum de acordo, por isso a greve se mantém”.

O pacote de reivindicações incluía medidas para a melhoria das condições de trabalho e de segurança no exercício das suas funções, além de outras regalias que estão consagradas na lei.

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