São Tomé e Príncipe

Novo sistema de recenseamento eleitoral em São Tomé e Príncipe e na diáspora

RECENSEAMENTO ELEITORAL

O recenseamento eleitoral de raiz em São Tomé e Príncipe vai decorrer de 25 de fevereiro a 25 de maio no país e na diáspora. O calendário de deslocação das brigadas que estarão no terreno a partir deste sábado já está definido.

Está a ser instalado um novo sistema de recenseamento eleitoral por técnicos de uma empresa portuguesa. Inclui um novo servidor e vários kits oferecidos pelo governo timorense no quadro da cooperação bilateral entre os dois países, membros da CPLP e de G7+. Foi a mesma empresa que forneceu os equipamentos.

Por outro lado, os mesmos técnicos coadjuvados por estagiários nacionais orientaram a formação de formadores dos agentes recenseadores eleitorais, que teve duas componentes: teórica e prática.

Entretanto, no âmbito dos preparativos, o presidente da Comissão Eleitoral, Alberto Pereira, e membros da sua equipa, tiveram encontros com os responsáveis de diversos partidos políticos, nomeadamente o MDFM/PL, o PCD, o MLSTP/PSD, o ADI, o UDD, assim como CODO, PTS, UNDP, FDC e PS.

As conversas decorreram de forma franca. O presidente da Comissão teve a oportunidade para informar sobre os expedientes relacionados com o recenseamento eleitoral.

De recordar que a imagem da CEN ficou afetada com a gestão das eleições presidenciais em meados de 2016. A segunda volta, só teve um candidato: Evaristo Carvalho. Para protestar contra as irregularidades, Manuel Pinto da Costa, o segundo candidato mais votado optou por desistir, depois de denúncias e diversas iniciativas junto às instâncias judiciais em que também participou a candidata Maria das Neves, para que o processo eleitoral fosse anulado.

A recondução do presidente da CEN numa das sessões parlamentares não mereceu a aprovação dos partidos da oposição. A Direção da Comissão que é ad-hoc terá de fazer prova de muita competência e eficiência para alterar a impressão negativa que paira sobre a mesma.

2017 é o ano de eleições locais, ou seja, autárquicas e na Região Autónoma do Príncipe, mas ainda há incertezas sobre a sua realização.

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