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Eleições Legislativas Timor-Leste: O voto dos timorenses na diáspora é apenas “um direito cívico”

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Joaquim Fernandes - Presidente do Centro de Votação na Embaixada de Timor-Leste em Portugal

Com o sufrágio para as eleições autárquicas em Timor-Leste a aproximar-se, agendadas para o próximo sábado 22 de julho, os timorenses preparam-se para decidir o número de deputados em cada círculo eleitoral para o Parlamento. Para além dos timorenses que se vão deslocar às urnas no país, também a diáspora vai ter essa oportunidade.

Em declarações ao e-Global, o Presidente do Centro de Votação na Embaixada de Timor-Leste em Lisboa e diplomata para a Missão Permanente de Timor-Leste junto da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Joaquim Fernandes, explica que na diáspora será apenas uma oportunidade de direito cívico, pois a diáspora não traduz praticamente nenhuma representação no parlamento, pois atualmente estão registados 2.121 timorenses na diáspora e 582 recenseados em Portugal, esclarece.

Em Portugal existe apenas um centro de votação, em Lisboa, e Joaquim Fernandes sublinha que devia haver dois centros de votação, mas infelizmente só temos um. Não conseguimos vencer os critérios para o conseguirmos, pois temos de ter mais de 50 eleitores para abrir um centro de votação.

Relativamente ao partido mais votado pela diáspora em Portugal, o Presidente do Centro de Votação afirma que na cultura, e conhecendo a nossa comunidade, tradicionalmente em Portugal, é o FRETILIN e a UDT, sendo que a escolha do FRETILIN se deve ao facto de ser um partido histórico, acrescenta. Contudo, Joaquim Fernandes acredita que a realidade é outra na totalidade da diáspora timorense noutros países, como é o caso de Londres, Austrália e Coreia do Sul. Joaquim Fernandes considera que, fora de Portugal, o CNRT, apesar de estar no poder desde 2012, é o mais representativo.

Joaquim Fernandes foi nomeado para coordenar a atividade eleitoral da Embaixada e por isso é Presidente do Centro de Votação na Embaixada de Timor-Leste em Lisboa. O sufrágio, apesar do fuso horário em Portugal, decorre no mesmo dia a 22 de julho.

Por fim, o diplomata para a Missão Permanente de Timor-Leste junto da CPLP, faz referência ao papel dos Estados-membros da CPLP ao longo do processo e afirma que fazem-se reuniões regulares e há partilha de informações. Todos os Estados-membros da Comunidade estão atentos e atualizados sobre o processo eleitoral em Timor-Leste.

Depois das eleições, o apuramento dos resultados será feito até 27 de julho. A partir de 1 de agosto, poderão chegar ao Tribunal de Recurso eventuais reclamações, e de 4 a 6 de agosto o Tribunal terá que validar o resultado.

SC

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