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Eleições Timor-Leste: CNRT promete instaurar o poder local caso seja eleito

Tomás Cabral
vice-presidente do CNRT - Tomás do Rosário Cabral (à direita)

O partido Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), um dos dois maiores partidos em Timor-Leste, ao lado da FRETILIN, encontra-se nos últimos dias da campanha eleitoral que termina esta quinta-feira, 19 de julho. O presidente do partido é o líder histórico e primeiro Presidente da República de Timor-Leste Xanana Gusmão.

Em entrevista ao e-Global, o vice-presidente do CNRT e vice-ministro da Administração Interna, Tomás do Rosário Cabral, garante que em termos políticos, está tudo preparado para as eleições legislativas do próximo sábado, 22 de julho. Tomás Cabral sublinha que, em termos de resultados, há a possibilidade de 30 ou 40 cadeiras no parlamento e, realça que uma das vantagens é estarmos a governar há alguns anos consecutivos. Para conseguirem estes resultados, reforça, precisamos da confiança dos timorenses para conseguirmos os votos suficientes.

Relativamente à possibilidade de se formar uma coligação, o vice-presidente do CNRT avança que a decisão do Congresso, é não formar qualquer coligação, pois é difícil responder às necessidades do povo. Vamos governar sozinhos. Acrescenta ainda que se não ganharmos, vamos para a oposição.

No programa eleitoral que propõe, Tomás Cabral explica que este assente em quatro prioridades principais, a continuação do plano estratégico para 2030, trabalhar no desenvolvimento das infraestruturas básicas, instaurar o poder local e na capacitação de quadros. Segundo o vice-presidente, esta é a única forma de garantir a estabilidade do país. Para além disso, acrescenta ainda que o CNRT propõe medidas para a agricultura e, para a Costa sul, projetos como aeroportos, autoestradas e pontes para melhorar a vida da população.

Relativamente a um dos eixos prioritários do partido para estas eleições legislativas, Tomás Cabral, destaca a boa relação com Portugal, principalmente no reforço do poder local e explica: Iniciámos a cooperação com as Câmaras portuguesas através da Câmara de Torres Novas, nomeadamente através do ex-presidente António Rodrigues, por exemplo, na reabilitação de Bacau e estamos a trabalhar juntos na implementação do poder local. Realça ainda, sobre a cooperação com Portugal, que é uma vantagem para nós, podermos reforçar a relação com quem, desde a nossa libertação (Timor-Leste), nos apoiou até ao final do processo. Por fim, garante se ganharmos, nestes dois anos, podemos ter poder local em Timor-Leste.

Depois da ida às urnas, o apuramento dos resultados decorre até 27 de julho. Até 1 de agosto, poderá apresentado alguma reclamação ao Tribunal de Recurso, e a 5 ou 6 de agosto, o mesmo Tribunal pronuncia-se sobre a validade do processo eleitoral e anuncia os resultados finais.

SC

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