Timor Leste

Timor-Leste prepara-se para estação pouco produtiva, entre novembro e março

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A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FISCVCV) elaborou um relatório onde sintetizou os progressos realizados nos últimos seis meses desde o início da operação em relação à seca que afetou seriamente a vida das pessoas e os rendimentos agrícolas de Timor-Leste.

As mortes de gado, a insegurança alimentar e a escassez de água agravaram ainda mais a má nutrição e os resultados de saúde nas comunidades e afetaram seriamente os meios de subsistência e as capacidades de recuperação económica do país. De acordo com as últimas avaliações, 120 mil pessoas em cinco distritos foram severamente afetadas durante a estação pouco produtiva e chuvosa de novembro a março.

Aa avaliações recentes feitas pelas equipes da Cruz Vermelha Timor-Leste (CTVL) sugeriram que a segurança alimentar e a recuperação dos meios de subsistência continuam a ser uma preocupação primordial.  Com base na experiência de secas anteriores, a recuperação de algumas comunidades pode levar até dois anos.

A 15 de abril de 2016, foram alocados 200,555 euros através do Fundo de Emergência para Desastres (FED) da FISCVCV para permitir à Cruz Vermelha de Timor-Leste (CVTL) responder às necessidades iniciais das comunidades mais afetadas.
Na sequência das avaliações domiciliárias efetuadas pela CVTL, foi lançado, a 18 de Maio, um apelo de emergência de 742 mil euros, para ampliar a operação de assistência a 20000 pessoas nos distritos de Baucau, Lautem e Viqueque. As primeiras atividades empreendidas pela CVTL incluem a distribuição de 5776 reservatórios de água em 8 comunidades e 224080 litros de água em 5 comunidades.

A promoção da saúde realizada por voluntários do ramo atingiu 7034 indivíduos em 17 comunidades. Sete escolas nas áreas afetadas tiveram sistemas de captação de água e tanques de armazenamento instalados para fornecer água para uso doméstico e escolar, beneficiando até 762 domicílios.

Em 23 de Setembro, o apelo foi revisto para aumentar o número de famílias alvo de 4000 para 5500 e concentrar-se mais na distribuição seletiva de alimentos, no reforço dos meios de subsistência com distribuição de sementes e na integração das atividades de saúde e nutrição. Esta estratégia foi concebida para preparar as comunidades e melhorar a resiliência na preparação para a temporada de carência tradicional esperada de novembro a março de cada ano.

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