África Subsaariana | Crise

Líder da oposição da Zâmbia acusado de tentar destituir o governo

Presidential candidate for the United Party for National Development (UPND) Hakainde Hichilema is pictured during a break from a live television debate in Lusaka, Zambia January 15, 2015.  REUTERS/Rogan Ward/File Photo

O líder da oposição da Zâmbia, Hakainde Hichilema, detido na semana passada por suspeita de traição, foi acusado esta terça-feira pelo tribunal de tentar destituir o governo.

As relações entre o governo e a oposição deterioraram desde agosto do ano passado, quando o Partido da Frente Patriótica (PF) do presidente Edgar Lungu venceu o Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional (UPND) de Hichilema numa eleição que a oposição diz ter sido manipulada.

De acordo com o tribunal, Hichilema, juntamente com outras pessoas tentaram destituir o governo de forma ilegal, entre 10 de outubro do ano passado e 08 de abril deste ano.

Espera-se que a acusação responda às questões levantadas esta quarta-feira, após as quais o juiz tomará uma decisão. Hichilema e outros cinco que enfrentam as mesmas acusações são todos membros do seu partido.

Lungu derrotou Hichilema, um economista e rico empresário, que ganhou o apelido de “HH”, em duas eleições presidenciais por uma margem muito estreita.

O aumento da tensão política na Zâmbia, uma nação africana do sul do continente e sem saída para o mar, acontece num cenário de uma economia prejudicada pelos baixos preços das matérias-primas, encerramento de minas, aumento do desemprego, escassez de energia, aumento do déficit orçamental e pela diminuição das reservas de moeda estrangeira.

A turbulência política, no entanto, não parece ter ter travado o financiamento internacional ou de ajuda. A presidência zambiana anunciou na terça-feira que a Zâmbia estava à beira de um possível programa de 1,2 mil milhões de dólares do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmando que esta deveria ser assinado até o final de abril.

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