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Mauritânia e Comores cortam relações diplomáticas com o Qatar, Senegal chama o seu embaixador

arabiasaudita

A crise no Golfo já está a atingir alguns países africanos. O primeiro país a tomar uma posição foi a Mauritânia, que na terça-feira cortou as relações diplomáticas com o Qatar, acusando o emirado de “apoiar organizações terroristas, de propagar ideias extremistas e espalhar a anarquia”.

Também os Comores, face à necessidade de ter de escolher, tal como reconheceu o presidente Azali Assoumani, optou por se posicionar ao lado da Arábia Saudita.

O Senegal, aliado da Arábia Saudita, foi mais prudente. Não cortou relações diplomáticas com o Qatar mas chamou o seu embaixador em Doha. A mesma estratégia foi também adotada por Djibouti, que não quer perder o Qatar como mediador na crise fronteiriça com a Eritreia.

Porém, a prudência é a estratégia que está a conduzir a maior parte dos países africanos face a esta crise, e o Sudão e a Somália já se disponibilizaram para mediar a crise.

A Argélia e a Tunísia, também não tomaram uma posição e apelam todas as partes à moderação, tendo Marrocos optado pelo silêncio oficial, devido às excelentes relações que Rabat mantém com Riade e querer proteger os seus interesses económicos no Qatar. No entanto, Marrocos anunciou que devido a “problemas técnicos” decidiu suspender os voos da Royal Air Maroc (RAM) para o Qatar.

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