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Processo sobre “bens ilícitos” do filho do presidente da Guiné Equatorial retoma em Paris

Teodoro-Nguema-Obiang
Teodorino Obiang

Retoma esta segunda-feira no Tribunal de Grande Instância de Paris o processo sobre os “bens ilícitos” do filho do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, conhecido como “Teodorino” ou “Teo”, o qual assumiu também funções como vice-presidente do país.

“Teodorino”, 47 anos, foi acusado em 2014 de ter reunido fraudulentamente um “património colossal”, “branqueamento de abuso de bens sociais”, “desvio de fundos públicos” e “abuso de confiança”, numa ação que tem origem nas queixas apresentadas pelas ONG anticorrupção Transparency International e Sherpa. Teoricamente, “Teodorino” pode ser condenado a uma pena máxima de 10 de prisão e 50 milhões de euros de multa.

O nível de vida de “Teodorino” nunca passou despercebido. O vice-presidente da Guiné Equatorial sempre gostou de ostentar os seus veículos preferidos tais como das marcas Bugatti Veyron, Rolls-Royce Phantom, assim como vários modelos de Bentley, Maserati ou Lamborghini nas ruas de Malibu, Saint-Tropez ou Paris. Em 2009, “Teodorino” possuía 26 veículos de luxo e oito motas, das quais cinco Harley-Davidson.

Não passou também despercebido à justiça francesa o gosto desmesurado do vice-presidente da Guiné Equatorial por fatos, de reputados costureiros, a 70.000 euros a unidade e pela joalharia de luxo. Assim como um palácio numa das artérias mais caras de Paris, avenida Foch, adquirido por 25 milhões de euros ao qual se acrescentou 12 milhões de obras e decoração.

Apesar de este palácio ter sido o palco gigantescas festas mundanas, onde abundava o “Álcool, Prostitutas e Coca”, em 2011 foi oficialmente convertido em embaixada da Guiné Equatorial, numa tentativa de ilibar “Teodorino” da acusação de “abuso de bens sociais”.

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