África Subsaariana

Ruandês condenado a prisão perpétua por crime de genocídio

tribunal criminal internacional-ruanda

Um ruandês acusado de liderar e coordenar os ataques contra os tutsis minoritários durante o genocídio de 1994 no Ruanda, foi condenado a prisão perpétua pelo seu papel no assassinato em massa, informou quinta-feira o tribunal do Ruanda. No genocídio, cerca de 800.000 tutsis e hutus moderados foram mortos em apenas 100 dias.

Bernard Munyagishari, que chefiou uma milícia aliada do governo conhecida como Interahamwe no oeste do Ruanda, foi condenado por crimes de genocídio e crimes contra a humanidade.

Timothée Kanyegeri, um dos três juízes que o condenou, disse que Munyagishari tinha treinado a milícia a distinguir os hutu dos tutsis.

Kanyegeri declarou que Munyagishari transportou os membros da milícia quando foram matar os tutsis no antigo distrito de Gisenyi, no Ruanda, e pessoalmente ajudou a distribuir armas, catanas e machados usados nos assassinatos.

Munyagishari foi preso na República Democrática do Congo em 2011. O seu caso foi transferido para o Ruanda em 2013, de Arusha na Tanzânia, onde o Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, entretanto encerrado, tinha sede.

Munyagishari está preso na prisão central de Kigali e esteve ausente durante a leitura da sentença de quinta-feira.

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