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EUA acusam Síria de preparar novo ataque químico

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A Casa Branca emitiu na segunda-feira à noite, uma severa advertência ao presidente sírio, Bashar Assad, devido a suspeitas de que a Síria esteja a preparar outro ataque com armas químicas.

Numa declaração ameaçadora não sustentada por provas ou explicações adicionais, o secretário de Imprensa, Sean Spicer, disse que “Os Estados Unidos identificaram a possível preparação de outro ataque com armas químicas por parte do regime de Assad que provocaria o assassinato em massa de civis, incluindo crianças inocentes”.

“As atividades são similares aos preparativos que o regime realizou antes do ataque com armas químicas a 4 de abril de 2017” contra uma cidade controlada pelos rebeldes, precisou Spicer.

“Como afirmamos previamente, os Estados Unidos estão na Síria para eliminar o Estado Islâmico (…), mas se o senhor Assad realizar outro assassinato em massa com um ataque com armas químicas, ele e os seus militares pagarão um alto preço”, declarou .

Assad negou a responsabilidade no ataque de 4 de abril na cidade de Khan Sheikhoun na província rebelde de Idlib, que matou dezenas de pessoas, incluindo crianças. As vítimas mostravam sinais de asfixia, convulsões, espuma na boca e constrição da pupila.

O presidente sírio garante que o seu regime entregou em 2013 todas as armas químicas que tinha em seu poder, com base no acordo negociado com a Rússia, para evitar a ameaça de um ataque dos Estados Unidos.

O conflito sírio, iniciado em 2011 com protestos contra o regime de Assad, transformou-se numa guerra civil que já fez 320 mil mortos.

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