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EUA assumem responsabilidade na morte de civis em ataque aéreo no Iémene

Army Gen. Joseph Votel, Commander of U.S. Central Command, briefs reporters on the release of the investigation into the U.S. airstrike on the Doctors With Borders trauma center in Kunduz, Afghanistan, Friday, April 29, 2016, at the Pentagon. (AP Photo/Molly Riley)

Pelo menos 12 civis morreram numa ofensiva contra a Al-Qaeda no Iémene em Janeiro, admitiu o responsável do Comando Central do exército dos Estados Unidos esta quinta-feira.

“Fizemos uma estimativa baseada na nossa melhor informação e concluímos que causamos entre 4 a 12 mortes”, referiu o general norte-americano, Joseph Vote, assumindo a responsabilidade pelas falhas na operação.

Autoridades do Iémene revelaram que durante o ataque, pelo menos oito mulheres e sete crianças com idades entre 3 e 13 anos, foram mortas. Entre as vítimas estava Nawar al-Awlaki, a filha de oito anos de um pregador extremista iemenita nascido nos EUA, que foi morto numa operação com drones durante a administração Obama.

O Pentágono diz estar a levar a cabo uma investigação sobre os detalhes em torno da operação, embora o estudo não tenha revelado sinais de incompetência ou má decisão. “Como resultado, tomei a decisão de que não seria necessária uma investigação adicional para esta operação”, disse Votel.

Apesar das falhas na operação, os Estados Unidos continuam a realizar ataques no Iémene. Neste mês, foram realizados quatro ataques com drones cujo objetivo era atingir supostos membros da Al-Qaeda, revelaram os oficiais norte-americanos.

Também o porta-voz do Pentágono, o capitão Jeff Davis referiu que os Estados Unidos levaram a cabo mais de 30 ataques nas províncias de Shabwah, Abyan e Al Bayda.

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