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EUA atrasam declaração conjunta do G7 sobre Energia

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Os ministros da Energia do G7, as sete nações mais industrializadas do mundo, não chegaram hoje a acordo sobre uma declaração conjunta devido às reservas dos Estados Unidos sobre as alterações climáticas.

Carlo Calenda, ministro do Desenvolvimento Económico de Itália e anfitrião do encontro, disse que “não é possível” assinar uma declaração conjunta em todos os pontos porque “a administração americana está a rever” a sua política energética e os compromissos acordados sobre o clima em Paris.

A Itália, que juntamente com os EUA, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha e Canadá constituem o G7 da Energia, decidiu então não propor uma declaração conjunta, já que não seria assinada pela maior economia mundial, acrescentou o ministro italiano, citado pela AFP.

“Sem isso, teria sido inaceitável, teria sido um passo atrás”, disse fonte oficial italiana. A preocupação aumentou que Washington minasse o impulso global para lutar contra as alterações climáticas, na sequência das tentativas de Donald Trump em suprimir medidas que reduzem emissões do carbono.

Mas os EUA não tomaram posição sobre o acordo climático de Paris e as autoridades esperam que se concretize quando os líderes do G7 se reunirem em Taormina, na Sicília, no próximo mês.

No final de março Donald Trump disse que “até ao final de maio” definirá a sua posição sobre o acordo de Paris que juntou mais de 190 países.

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