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Chanceleres do Mercosul decidem “banir” Venezuela do bloco

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Ministros de Relações Exteriores do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai decidiram aplicar a cláusula democrática à Venezuela, devido aos últimos acontecimentos no país. Segundo os governantes dos países integrantes do bloco comercial, “as últimas ações do governo venezuelano, liderado por Nicolás Maduro, como a convocação de uma assembleia constituinte, confirmaram, de maneira inequívoca, a instauração de uma ditadura no país vizinho”. Dessa forma, a Venezuela está fora dos planos do Mercosul, enquanto durarem os episódios de violação dos direitos humanos.

Esses mesmos líderes, que constataram a rutura da ordem democrática na Venezuela, avaliaram também a necessidade de tratar da aplicação do Protocolo de Ushuaia sobre Compromisso Democrático no Mercosul à Venezuela.

Os chanceleres desses países dizem que a decisão foi motivada por não existirem condições, por parte da Venezuela, de levar a cabo “medidas concretas para a retomada da normalidade democrática”, além de ser notória a “recusa em participar de reunião de consultas e o agravamento da situação na Venezuela”.

Segundo fontes do governo, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira, “convidou os parlamentos nacionais a convergirem com os congressos do Brasil, Argentina e Peru numa defesa coordenada da independência da assembleia nacional e da imunidade dos congressistas venezuelanos. Também instou os participantes a defenderem a suspensão do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela dos foros eleitorais da região, como acaba de requerer a corte eleitoral brasileira”.

O chanceler brasileiro sugere, porém, que há ainda espaço para “reforçar o diálogo regional diante do agravamento da crise venezuelana”.

Neste momento, o Brasil ocupa a presidência do Mercosul. Responsáveis pela gestão dos assuntos do bloco dizem que este é um bom momento para “reiterar o entendimento que motivou a decisão adotada pelos países fundadores do Mercosul, cujo assunto que causa maior preocupação é a “suspensão da Venezuela com base no Protocolo de Ushuaia.

De Brasília chegam informações de que o governo liderado por Michel Temer “buscará que os países do Mercosul enviem clara mensagem de solidariedade ao povo venezuelano, demonstrando o compromisso inabalável da região com restauração da democracia, das liberdades individuais e da paz social na Venezuela, por meio do diálogo e da negociação”.

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