América Latina

Comissão Económica da ONU evidencia desigualdade crescente na América Latina

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Foto: PNUD América Latina e Caribe/Caroline Trutmann

A Comissão Económica da América Latina e do Caribe (CEPAL), divulgou esta semana um relatório, no qual refere que os “níveis de desigualdade na região são muito altos”, avança a Rádio ONU. Segundo a CEPAL, estas desigualdades constituem um entrave ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.

O relatório aponta o “problema da distribuição de renda” e a “condição étnico-racial”, como as principais razões para se verificar uma crescente desigualdade na América. Em 2016, o “coeficiente de Gini para rendimentos pessoais teve valor médio de 0,469 para 17 países da América Latina, considerado alto pela Cepal. Zero representa nenhuma desigualdade e 1 significa desigualdade máxima”, explica a Rádio ONU.

A CEPAL destaca ainda a situação das mulheres como sendo o grupo que enfrenta grandes desigualdades em todas as áreas de desenvolvimento. O relatório revela que relativamente às mulheres, o “tempo total de trabalho é superior ao dos homens, além de dedicarem um terço de seu tempo ao trabalho doméstico e outros cuidados não remunerados”.

Para ser possível implementar mudanças, a Comissão Económica da ONU defende que é necessário uma “mudança estrutural progressiva” na América Latina e no Caribe.

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