América Latina | Crise

Comunidade internacional condena detenção de opositores de Nicolás Maduro

lopez

A comunidade internacional condenou a detenção de ontem, terça-feira, de Leopoldo López e Antonio Ledezma, líderes dos principais partidos da oposição do governo venezuelano de Nicolás Maduro.

López e Ladezma foram novamente colocados na prisão militar de Ramo Verde, nos arredores de Caracas, de onde tinham saído recentemente para cumprir as penas em prisão domiciliária.

Os Estados Unidos, que na segunda-feira classificaram Nicolás Maduro como um ditador e anunciaram o congelamento de todos os bens do presidente venezuelano sob jurisdição norte-americana, expressaram ontem “profunda preocupação” pela detenção dos dois dirigentes.

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, pediu ontem à Comissão Europeia que imponha sanções aos membros do governo de Nicolás Maduro. “Enviei duas cartas ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e ao presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, solicitando a possibilidade de congelar os ativos e impor uma proibição de viajar à União Europeia aos membros do governo da Venezuela, entre eles o presidente, Nicolás Maduro, e a sua equipa”, declarou o líder parlamentar, em comunicado.

Também o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra”ad Al Hussein, manifestou ontem a sua preocupação com a situação de Leopoldo López e Antonio Ledezma. “Liberte imediatamente todos os que estão detidos por exercerem o seu direito à liberdade de reunião pacífica, de associação e de expressão”, instou o responsável.

O governo brasileiro também pediu ontem a libertação imediata dos opositores de Maduro numa nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros em que repudia a recondução dos dois políticos ao regime de prisão efetiva após a eleição da Assembeia Constituinte, considerando-a uma “franca violação da ordem constitucional”.

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela alega que o regime de prisão domiciliária de Leopoldo López e Antonio Ledezma foi revogado devido a perigo de fuga.

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