América Latina | Crise

Três mortos e mais de 80 feridos em dia de greve geral na Venezuela

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A greve geral na Venezuela e os protestos nas ruas na capital, Caracas, entre manifestantes e forças governamentais já provocaram, pelo menos, três mortos e mais de 80 feridos. Há ainda registo de 260 detidos.

A paralisação foi convocada pela oposição ao Presidente Nicolás Maduro e vai durar até às 6h00 da manhã em Caracas (11h00 em Lisboa).

A oposição venezuelana protesta contra a eleição da Assembleia Constituinte, convocada pelo presidente venezuelano e prevista para 30 de julho. A oposição alerta para que a Constituinte servirá para instaurar uma ditadura e impor um regime comunista ao estilo de Cuba.

Maduro espera inscrever na Constituição, entre outras coisas, os programas sociais do falecido presidente Hugo Chávez ou o controlo de preços para limitar a inflação, que o Fundo Monetário Internacional estima poder chegar aos 720% este ano. Maduro alega que o país está a ser alvo de uma “guerra económica” apoiada pelos EUA.

A comunidade internacional aumentou entretanto a pressão para que Maduro suspenda a Assembleia. Os EUA ameaçam com sanções como acabar com a importação de petróleo da Venezuela, que assim perdia o seu principal mercado, assim como a Mercosul e a União Europeia.

As manifestações a favor e contra Maduro intensificaram-se desde 1 de Abril passado, depois de o Supremo Tribunal ter divulgado duas sentenças, que limitam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assume as funções do parlamento.

Pelo menos 97 pessoas morreram desde o início dos protestos.

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