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Três mortos no primeiro dia de greve geral na Venezuela

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Três manifestantes morreram na Venezuela, na quarta-feira, após confrontos com as forças de segurança no primeiro dia da greve geral contra o regime de Nicolás Maduro.

Além das vítimas mortais, dezenas de pessoas ficaram feridas nos confrontos com a Guarda Nacional Bolivariana, que reagiu contra a multidão com esferas de chumbo e bombas de gás lacrimogéneo.

A greve geral de 48 horas (quarta e quinta-feira), foi convocada pela Mesa de Unidade Democrática (MUD) e que exige a anulação das eleições agendadas para o próximo domingo, para a criação de uma assembleia constituinte na Venezuela, que, segundo a oposição de Maduro, são uma tentativa do sucessor de Hugo Chávez para reescrever a Constituição e permanecer no poder apesar de crise económica grave que o país atravessa há vários anos.

Entretanto um grupo de 13 países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) instou ontem o governo venezuelano a cancelar a eleição. “Instamos o governo da Venezuela a suspender o processo (…) que implicaria o desmantelamento definitivo da institucionalidade democrática e seria contrário à vontade popular que foi expressa na consulta de 16 de julho”, indicou a declaração assinada por 13 Estados-membros da OEA.

A declaração foi lida pelo embaixador do Panamá junto da OEA, Jesús Sierra, e foi subscrita pela Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Perú.

Para sexta-feira está prevista uma grande manifestação.

 

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