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Dois jornalistas mortos em dois dias nas Filipinas

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Dois jornalistas foram mortos a tiros em apenas dois dias, nas Filipinas, reforçando a imagem do país como um dos mais perigosos do mundo para trabalhadores dos meios de comunicação, declaram as autoridades esta segunda-feira.

Rudy Alicaway e Leo Diaz foram o terceiro e quarto jornalistas a serem mortos desde que o presidente Rodrigo Duterte, tomou posse no ano passado, disse Dabet Panelo, secretário-geral da União Nacional de Jornalistas das Filipinas ( NUJP).

Em ambos os casos as vítimas circulavam de moto quando homens armados, também em motos, alvejaram-nos pelas costas.

Diaz, de 60 anos, correspondente do jornal Balota (News) de Manila, foi morto no sul da cidade do Presidente Quirino na segunda-feira, disse Fort Yerro, colaborador no Balita. Diaz, ex-polícia, cobria casos de corrupção política, jogo ilegal e drogas.

Alicaway, de 47 anos, foi morto na cidade de Molave no domingo, segundo fonte policial. Rocel Navarro, gerente da estação onde a vítima trabalhava, disse que não tinha em mãos questões controversas.

Ambos os assassinatos tiveram lugar no sul da ilha de Mindanao, onde militantes islâmicos, guerrilheiros comunistas e senhores da guerra estão ativos.

Também na semana passada, Michael Marasigan, um ex-jornalista, foi morto a tiros num subúrbio de Manila.

Um estudo realizado pela Federação Internacional de Jornalistas refere que 146 jornalistas foram mortos entre 1990 e 2015, tornando as Filipinas o segundo país mais perigoso para a imprensa a seguir ao Iraque.

Duterte, que assumiu o cargo no ano passado, atacou os jornalistas sobre a cobertura feita à sua guerra anti-droga que já fez milhares de mortes,

Pouco antes de assumir o cargo, Duterte fez comentários interpretados como justificando o assassinato de alguns jornalistas. “Não é por ser um jornalista que está livre de assassinato, se for um filho da puta”, disse o presidente filipino.

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