Ásia | Segurança

Militares de Mianmar em alerta depois de ataque dos rebeldes Rohingya em Rakhine

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Os militares do nordeste de Mianmar, no estado de Rakhine, foram colocados em estado de alerta depois de cerca de 200 habitantes de uma povoação budista da região terem abandonado o local, devido aos rebeldes Rohingya terem começado uma onda de assassinatos, informou a Reuters esta terça-feira.

O ministro chefe de Rakhine, Nyi Pu, bem como vários funcionários do governo foram enviados para o local com urgência depois de terem tido conhecimento dos habitantes em fuga. Os guardas fronteiriços do Bangladesh foram também colocados em alerta.

Em outubro, os rebeldes atacaram a guarda da fronteira do Mianmar provocando um confronto militar que destruiu mais de 1.000 habitações e provocou a fuga de cerca de 75.000 muçulmanos para o Bangladesh.

Os confrontos em Rakhine têm sido esporádicos desde novembro, embora as tensões tenham aumentado nas últimas semanas após a morte de alguns administradores de aldeias, e de os soldados terem provocado a morte de 3 pessoas enquanto limpavam um campo rohingya.

O jornal Global New Light of Myanmar referiu nesta terça-feira que um habitante duma povoação no nordeste de Rakhine foi morto quando rezava no fim de semana, na sequência de um ataque levado a cabo por dez homens encapuçados que assassinaram o líder da aldeia a 17 de junho.

Sein Lwin e uma fonte do exército que está a operar no local, revelaram que as forças de segurança estão à espera de novos ataque de rohingyas, depois do mês do Ramadão ter terminado.

Não é ainda claro quantas pessoas perderam a vida nesta recente onda de violência, nem quem está relacionado com os incidentes, uma vez que o governo cortou em outubro o acesso à informação.

Os refugiados rohingya em campos improvisados em Cox’s Bazar no Bangladesh, também organizaram patrulhas de autodefesa para se protegerem dos homens mascarados que têm rondado os acampamentos à noite, nas últimas semanas, disseram fontes dos campos à Reuters.

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