Ásia | Crise

Pior surto de dengue no Sri Lanka já fez 225 mortos e 76 mil infetados

dengue

O Sri Lanka está a atravessar a pior crise de casos de dengue, em que o vírus transmitido por mosquitos, já matou 225 pessoas e infetou mais de 76 mil, este ano.

Alarmado com a magnitude do surto, o governo mobilizou esta terça-feira, 400 soldados e agentes da polícia para limpar o lixo em decomposição, as piscinas com água estagnada e outros potenciais focos de propagação de mosquitos.

Segundo Ruwan Wijayamuni, diretor médico em Colombo, a falta de limpeza das poças de água e as pilhas de lixo, depois das pesadas chuvas da monção do mês passado, agravou o problema.

“É patético que eles (a população) não mantenham o ambiente limpo”, disse Wijayamuni. “Alguns residentes não permitem que as autoridades inspecionem as suas casas e as limpem. Isso é realmente inaceitável”.

O número de infeções em todo o país já é 38% superior ao ano passado, quando 55.150 pessoas foram diagnosticadas com dengue e 97 morreram, de acordo com o Ministério da Saúde. O maior número de casos está na região perto da cidade principal de Colombo, embora tenham sido relatados casos em toda a ilha.

“Esta é principalmente uma doença urbana”, disse Priscilla Samaraweera da Unidade Nacional de Erradicação do Dengue. As chuvas intensas do mês passado deixaram as cidades inundadas, com poças de água e lixo molhado, gerando zonas ideais para que os mosquitos se reproduzam e se multipliquem.

Apenas em Colombo, 25 equipas de soldados, polícias e inspetores de saúde pública percorreram as casas dos habitantes, batendo às portas e avisando-os para limpar os ralos entupidos e vasos exteriores vazios que poderiam estar cheios com água da chuva. Também fumigaram espaços públicos.

A espécie deste ano é particularmente perigosa, referiu Samaraweera. Não há cura para nenhuma das quatro espécies do vírus, o que provoca febre alta, semanas de exaustão e, em alguns casos, uma erupção cutânea. Os pacientes com maior risco de morrer são idosos, crianças ou pessoas com outras complicações médicas.

Devido ao sobrelotamento dos hospitais, o exército construiu duas salas temporárias no Hospital da Base Negombo, a cerca de 38 quilómetros a norte de Colombo, revelou o porta-voz militar.

O presidente Maithripala Sirisena apelou à população para que coopere com os trabalhadores de saúde que tentam combater a doença, sublinhando que isso pode afetar a “vida de todos os cidadãos do país”.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo