Ásia | Economia

Presidente chinês alerta para que “Belt and Road” deve rejeitar o protecionismo

xi jinping

Nesta segunda-feira, o presidente chinês Xi Jinping apelou a várias instituições multilaterais para se juntarem à sua iniciativa “Belt and Road” (Cinturão e Rota) e sublinhou a importância de rejeitar o protecionismo rumo ao crescimento económico global.

Na cimeira “Belt and Road”, realizada em Pequim, Xi disse ser necessário coordenar as políticas com os objetivos de instituições como a Asia-Pacific Economic Cooperation (APEC), a ASEAN, a União Africana e a União Europeia.

Xi, sentado ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin, falou num centro de convenções no norte de Pequim no segundo e último dia da cimeira.

“Esta é uma lição muito importante que pode ser retirada da crise mundial e que é igualmente importante para o desenvolvimento económico mundial”, referiu.

“Temos de procurar resultados positivos de parte a parte através da cooperação, evitar a fragmentação, abster-nos de fixar limiares inibidores para a cooperação ou prosseguir acordos exclusivos e rejeitar o protecionismo”.

O “Belt and Road” é visto como sendo parte da resposta da China ao acordo de parcerias Trans-Pacífico (TPP), um pacto regional de trocas que exclui a China.

O TPP, promovido por Barack Obama, foi praticamente destruído por Trump, que retirou ao pacto o apoio dos Estados Unidos.

“Num mundo de desafios e interdependências, nenhum país pode superar os obstáculos e os problemas do mundo por si só”.

Líderes de 29 países, incluindo o presidente das Filipinas Rodrigo Duterte e o presidente italiano Paolo Gentiloni, bem como as Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, estão a juntar-se ao “Belt and Road”.

Por outro lado, alguns diplomatas ocidentais expressaram o seu mal-estar em relação aos planos da China, vendo-os como uma tentativa de ampliar a influência da China. Mostraram-se também preocupados com a transparência e acesso de firmas estrangeiras ao esquema.

O vice presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, referiu em declarações à “Reuters” nesta segunda-feira que os estados membros da União Europeia não deveriam assinar declarações ministeriais ligadas à cimeira, embora tenha desvalorizado o seu significado.

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