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Combate ao Estado Islâmico entra no quarto ano

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A campanha da coligação liderada pelos EUA para destruir o grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque e a Síria entra esta semana no quarto ano e o Pentágono acredita que a derrota dos jihadistas é inevitável.

Em 8 de agosto de 2014, dois jatos FA-18 levantaram do porta-aviões USS George W. Bush no Golfo e lançaram bombas guiadas a laser de 227 quilos sobre os combatentes do EI perto de Arbil, no norte do Iraque.

Esta ação marcou o início de um intenso bombardeamento aéreo que mais tarde foi aumentado pelo treino e equipamento de forças locais para lutar contra o EI, primeiro no Iraque e depois na Síria.

O EI tornou-se o centro das atenções no início de 2014, quando atravessou o norte do Iraque e a Síria, tomando o controlo das principais cidades, incluindo Mossul e Raqa. No seu auge, o EI controlou cerca de 104.000 quilómetros quadrados de território e ameaçou Bagdad.

Ao fim de três anos desde que a campanha começou, a coligação recuperou 70 por cento do território do Iraque e 50 por cento na Síria.

A coligação liderada pelos EUA compreende 69 países, embora apenas alguns dos parceiros participem da campanha aérea ou de missões de treino.

Mesmo que os especialistas prevejam o eventual colapso do “califado” autodeclarado do EI, os jihadistas recrutaram seguidores para lançar ataques terroristas em todo o mundo.

Até 26 de julho de 2017, a coligação tinha realizado 13.221 ataques no Iraque e 10.701 na Síria, um total de 23.922 ataques com uma média de custo diário de 13,6 milhões de doláres.

Embora esta seja a campanha mais precisa da história, a coligação admitiu ter matado 624 civis nos ataques. Os observadores dizem que o número real é muito maior.

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