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ACNUR: 2.500 pessoas resgatadas ao largo da Líbia no fim-de-semana

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O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) apelou no domingo para que os países europeus ajudem a Itália a lidar com um fluxo crescente de migrantes, depois de cerca de 2.500 terem sido resgatados no fim de semana, e dezenas estarem desaparecidos no mar depois de partirem da Líbia.

Os guardas costeiros da Líbia recuperaram no sábado os corpos de oito migrantes de um barco insuflável encontrado no leste de Tripoli, e pelo menos 52 estão desaparecidos na sequência de dois incidentes que envolveram um grande número de pessoas ao largo da costa da Líbia no mesmo dia, referiu a agência para os refugiados da ONU.

“As soluções não podem estar apenas em Itália”, afirmou a organização. “São necessárias novas medidas em ambos os lados do Mar Mediterrâneo Central para combater seriamente o tráfico”.

A agência também pediu esforços renovados para ajudar refugiados e migrantes nos países que atravessam, antes de chegarem à Líbia, dizendo que as pessoas são expostas a “exploração e abuso horrível” nesses estados.

A Líbia é o ponto de partida mais frequente para os migrantes que tentam alcançar a Europa pelo mar, com o número a aumentar vertiginosamente desde 2014.

Segundo a ACNUR, estima-se que mais de 1.770 pessoas morreram ou desapareceram ao tentar atravessar o Mar Mediterrâneo até 2017. Acredita-se que mais migrantes terão morrido no Sahara antes de chegarem à Líbia.

 

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