Diplomacia | Europa | Médio Oriente

Ângela Merkel não quer que a Turquia seja um Estado membro da União Europeia

Angela-Merkel1

“É óbvio que a Turquia não deve tornar-se num membro da União Europeia”, disse Ângela Merkel, candidata favorita nas eleições legislativas alemãs de 24 de setembro, durante um debate televisivo com o seu rival social-democrata Martin Schulz.

A clarificação da posição de Merkel suscitou a imediata reação do porta-voz do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, Ibrahim Kalin, que esta segunda-feira acusou a chanceler alemã de “falta de visão” e “submissão ao populismo”.

“Atacar a Turquia-Erdogan e ignorar os problemas fundamentais e urgentes da Alemanha e da Europa revela uma falta de visão na Europa”, escreveu Ibrahim Kalin no Twitter que acusa os políticos alemães de “submissão ao populismo e hostilização que apenas alimenta a discriminação e o racismo”.

Durante o debate, a chanceler alemã além de insistir em acabar o processo de adesão da Turquia na Europa, disse que pretende “debater com os seus colegas” da União Europeia para chegarem “a uma posição comum sobre este ponto e se poderemos por fim às negociações de adesão” da Turquia.

Reagindo à polémica, um porta-voz da Comissão Europeia lembrou que a cessação das negociações para a adesão da Turquia à União Europeia é uma “decisão que pertence aos Estados membros”. No entanto, o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker estimara na semana passada que a Turquia está cada vez mais longe da Europa e que “suspeitava” que Recep Tayyip Erdogan pretendia provocar a Europa “a afirmar que pretende pôr um termo às negociações para poder responsabilizar apenas a União Europeia e não a Turquia”.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo